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Oração de Cura e Misericórdia – Coimbra

Na 1ª quinta-feira de cada mês, como a mulher ferida vamos a Jesus para lhe tocarmos e, sobretudo, sermos tocados pela sua misericórdia. Deus faz maravilhas quando lhe abrimos o coração pela fé. Inicia às 21h30 com um tempo forte de louvor (cânticos) diante de Jesus presente na hóstia consagrada.

Sempre que o homem se aproxima de Deus com fé, humildade e confiança, Deus compadece-se do homem e enche-o da sua graça curando-o das suas feridas interiores e exteriores. A oração de misericórdia centra-nos em Deus e no seu amor pelos homens. Louvando a bondade e a misericórdia do Senhor, nós apresentamos-lhe as nossas feridas e pecados e pedimos-lhe que venha libertar-nos e socorrer-nos. Rezamos uns pelos outros para sermos curados e Deus faz a sua obra sempre maravilhosa. Há muitos testemunhos de pessoas que sentiram a sua vida transformada depois de uma oração de misericórdia. Por isso cresce sempre muito o número de participantes nesta oração que se faz na primeira 5ª feira de cada mês.
Pe. Jorge Silva Santos

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Caminhada de Quaresma – o poder transformador da Gratidão #01 – O poder da gratidão


Percurso dinamizado pela Comunidade Emanuel, sempre à terça feira à noite, durante a quaresma.

Ficheiro com o resumo e os exercícios: descarregar

GRATIDÃO, o mais benéfico dos hábitos interiores.

Os seus efeitos benéficos são surpreendentes. Eles são numerosos, duráveis ​​e comprovados. A gratidão está no coração da fé cristã, pois a própria palavra Eucaristia (missa) significa ação de graças, isto é, gratidão.

A gratidão atua ao nível do nosso corpo, da nossa psique, ao nível relacional e espiritual. Ao longo dessa jornada, aprenderemos a nos tornar pessoas cheias de gratidão e, assim, a entrar numa nova vida com Jesus.

Online, via Zoom. Inscreva-se em http://bit.ly/3aYQpnz

https://www.facebook.com/watch/?v=433640574520753

Inspirado na obra do Padre Pascal Ide, o “Milagre da Gratidão” é uma jornada de 5 etapas desenhada pelo Padre Lionel Dalle, um padre da Comunidade Emanuel, para formar os seus paroquianos durante a Quaresma. Os frutos foram tantos que muita gente pediu para reaproveitar o curso e adaptá-lo para acompanhar outros grupos.

Etapa 1: O poder da gratidão

Etapa 2: Cultive a virtude da gratidão

Etapa 3: Cresça em gratidão por si mesmo

Etapa 4: Torne-se um mestre na virtude da gratidão

Etapa 5: Sinta gratidão em tempos de provação

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????Cantai, exultai: O Senhor está perto!

R.Cantai, exultai: O Senhor está perto!
Cantai, exultai: Jesus vem nos salvar.

1. Alegrai-vos em Deus Cantai-Lhe, porque Ele é Bom Jesus está perto de nós: Ele é nossa alegria!

2. Não vos preocupeis, Deus toma conta de nós. No meio das tribulações Exultai, dai-Lhe graças!

3. Abri o coração E acolhei o Senhor. A sua paz vos guardará Num eterno louvor.

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Retiro de Advento com o Pe Fernando Santos

Estamos a iniciar o Advento, tempo de espera e caminhada para o Natal.

O Advento começa com um profundo suspiro de fé e de esperança dirigido ao Senhor, “nosso Pai”, “nosso Redentor”, semelhante aos que subiam da boca e do coração dos nossos antepassados na fé, os santos do Antigo Testamento, que viveram antes da vinda do Filho de Deus. A vigilância é agora inculcada, com todo o rigor, pelo próprio Senhor Jesus.

Esta vida é como uma longa vigília, com os seus tempos sucessivos aguardando o sol nascente – Cristo – que vem do alto, como todas as manhãs recordamos na oração da manhã (Laudes). A solenidade do Natal, a que o Advento nos conduzirá, vem, em cada ano, antecipar simbolicamente aquela vinda gloriosa do Senhor no último dia, o dia que nos introduz na “vida do mundo que há-de vir”.

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1º Domingo do Advento – Ano B: Vigiai!

Leitura e explicação:

Lectio Divina 1º Domingo Advento ano B – parte 1 – Lectio

Meditação:

Lectio Divina 1º Domingo Advento ano B – parte 2 – Meditatio

Cântico e Meditação do Papa Francisco

Propostas de conversão e Oração final

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Paray Online – Verão 2020

A Comunidade Emanuel em Portugal está a preparar um percurso especial para os dias 5 a 9 de Agosto: http://paray2020.pt351.com/

Embora tudo seja transmitido no Facebook e no Youtube, será possível para um grupo restrito de pessoas (até cerca de 30) participar localmente na igreja de SJBaptista em Coimbra. Haverá alturas em que recorreremos ao Zoom, nomeadamente para quem quiser participar em grupos de partilha.

Neste momento, temos pensado o seguinte horário:

10h00 – Louvor a partir de SJBaptista, transmitido online e com a possibilidade de participar via Zoom.
10h30 – Tradução simultânea do tema/ensinamento dado em Paray-le-Monial
11h45 – Eucaristia transmitida a partir de SJBaptista
12h30 – Tempo livre até às 15h00
15h00 – Participação num percurso (vídeos de menos de 10 minutos)
15h30 – Grupos de partilha via Zoom
17h00 – Adoração a partir de SJBaptista
19h30 – Serão em directo de Paray-le-Monial (com tradução simultânea)

Está disponível um formulário de inscrição (necessário para quem quiser participar nos grupos de partilha ou quiser receber atualizações)

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Oração de Cura e Misericórdia – As provações de S. José

Como tem vindo a acontecer desde há uns meses a esta parte, no serão de cura e misericórdia, depois de um tempo inicial de louvor ao Senhor sacramentalmente exposto, é feito um pequeno ensinamento/palestra de não mais de 10 minutos – o tempo de uma homilia. Na semana passada foi a partir de Mt 1, 18-25.

S. José teve muita sorte em ser o esposo de Maria e o pai humano de Jesus. Mas a sua vida não foi sempre muito fácil e repousante! Pelo contrário, a extraordinária responsabilidade que lhe foi entregue conduziu-o à santidade através de circunstâncias dramáticas. Vamos agora dar aqui alguns exemplos e veremos como este homem pode ser para nós modelo nas provações que ele teve de superar e que, por vezes, são semelhantes às nossas.

Primeiro que tudo, S. José sentiu-se certamente perplexo e ultrapassado pelo anúncio do nascimento sobrenatural de Jesus. Ele viu-se diante do incompreensível. Não podendo duvidar de Maria, ele com certeza duvidou de si próprio, sentindo-se indigno da missão grandiosa que lhe estava a ser proposta e que transtornava por completo os projetos de vida que ele legitimante tinha pensado com Maria. Qual é então a sua reação? É a de uma obediência a Deus imediata, total. Ele não discute, não entra em rodeios, não hesita. Ele é um homem justo, quer dizer “ajustado” à vontade de Deus em todas as coisas, mesmo quando não compreende tudo. A sua vida de homem justo, orante e crente, já o tinha preparado para desempenhar este papel extraordinário e a avançar.

Chegado a Belém, com a sua mulher quase a dar à luz, não é recebido na hospedaria: “E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz, e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria”. (Lc 2,6-7). Como S. José deve ter ficado dececionado, inquieto, tomado por um sentimento de impotência, ele que queria fazer o melhor possível pela sua mulher e pelo seu filho, estar à altura dos acontecimentos… Foi preciso aceitar a humilhação de não poder fazer nada, apesar do seu desejo, do seu amor. A única solução que conseguiu encontrar foi abrigarem-se num estábulo miserável. Ele só pode oferecer a sua pobreza, a sua boa vontade, a sua incapacidade. No entanto, é quando ele se deixa guiar na pobreza que ele percebe qual era o verdadeiro plano de Deus: o nascimento do Salvador do mundo na humildade mais profunda, na indiferença e rejeição dos homens.

Mais tarde, ele não pode deixar de se angustiar face às incertezas do seu futuro e da sua família. O rei Herodes quer matar o seu filho; é urgente fugir para o Egito, emigrar para um país estrangeiro, onde perde todas as suas referências, sem saber quanto tempo iria durar esse exílio.

“O anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar. E ele levantou-se de noite, tomou o menino e a sua mãe e partiu para o Egito, permanecendo ali até à morte de Herodes.” (Mt 2, 13-15)

Quando Jesus tinha doze anos, S. José perde-o em Jerusalém, ele que era o responsável pelo menino diante de Deus. Qual deve ter sido de novo a sua angústia, como se deve ter recriminado a si mesmo!

A própria Maria declara ao seu filho quando o reencontram no Templo ao fim de três dias de aflição: “Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!” (Lc 2, 48).

Em todos estes acontecimentos, S. José escolheu um só caminho: obedecer a Deus, escutar a sua palavra, transmitida pelo anjo e pelo seu filho. Ele, tal como Abraão seu ancestral, confiou sempre no Senhor, sem desfalecer. Ele guardou uma fé total, mesmo tendo tido, com certeza, muitas lutas interiores.

Porque ele foi, sem dúvida, provado na sua fé. Ele acompanhou Jesus durante uma grande parte da sua vida oculta, sem nunca ter visto nenhuma das promessas de Deus acontecerem. Ele esperou o cumprimento da palavra de Deus. Parecia ser em vão. Jesus vivia em Nazaré, sem sair muito dali, sem fazer nada de extraordinário: será mesmo ele o Messias? Como ter a certeza? “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos Homens”. (Lc 2, 40). No entanto, José permaneceu confiante, rezando na esperança, sem exigir explicações da parte de Deus. Numa espera serena face ao mistério silencioso de Jesus, esta criança e depois este jovem tão perfeito, tão dotado, este excelente carpinteiro que não revelava nada do seu destino como Messias.

José perplexo, rejeitado, angustiado, posto à prova como tantos pais, como a maior parte de nós aqui, num momento ou outro da nossa vida. As suas respostas deveriam ser as nossas respostas, porque ele é um guia seguro para cada um de nós.

Como ele, nós deveríamos procurar ser “justos”, preparando-nos pela oração, pela escuta da palavra de Deus, pela escolha de uma vida digna, para nos “ajustarmos” à vontade de Deus. Como S. José, podemos decidir obedecer ao Senhor em todas as coisas, entregando-lhe cada instante da nossa existência. Como S. José, no que quer que nos aconteça, podemos assim permanecer na confiança em Deus, contra tudo e todos, e permanecer firmes na fé, na esperança e na paz.

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Entrevista a Michel-Bernard de Vregille – Moderador Internacional da Comunidade Emanuel

Da Revista “Il Est Vivant!” nº 242, janeiro-março 2019

Il Est Vivant: A Igreja é um “assunto” especialmente importante para si. Por quê?

Michel-Bernard de Vregille: Porque eu amo a Igreja! Nasci numa família profundamente cristã. Entre os meus tios, três eram sacerdotes e, entre as minhas tias, uma era de uma ordem missionária e outra irmã de caridade. Os meus avós e pais eram todos crentes praticantes. É assim e dou graças a Deus por isso. Todos foram para mim testemunhas familiares de vidas dadas a Cristo no coração da Igreja. Devo-lhes muito e eles transmitiram-me esse amor e essa confiança na Igreja. Finalmente, tenho visto, repetidas vezes e em todas as dimensões da minha vida, quanto a Igreja é mãe.
Recordo, por exemplo, que, em 1991, no início da minha carreira profissional, a encíclica de S. João Paulo II, Centesimus Annus, iluminou a minha vida de fé no trabalho e levou-me a ler a Rerum Novarum, a carta encíclica escrita 100 anos antes e que é incrivelmente moderna. Esses dois textos levaram-me a encarar as minhas barreiras: Onde estava Jesus na minha atividade profissional? Qual era a coerência entre as minhas convicções como discípulo de Cristo e a minha atitude no trabalho? Fiquei profundamente impressionado com a relevância e o profetismo da Igreja. Quando alguns criticam o ensino de nossos Papas, geralmente pergunto se eles leram os textos, e aos crentes, se os rezaram …

IEV: Manter uma tal atitude enquanto a Igreja está a passar por uma crise profunda, não é … “deslocado”?

MBV: É uma imensa dor ver que alguns membros da Igreja pecaram muito seriamente e é insuportável ver tantas vítimas marcadas de maneira irreparável pelas feridas causadas por esses atos abomináveis. Nós mesmos acabámos de viver uma pesada provação desse tipo numa das paróquias que nos foram confiadas. Em conexão com o pároco e com a diocese, implementámos, pois, tudo o que estava ao nosso alcance para superar esta provação, começando com a atenção à pessoa que foi vítima, à sua família e para que a justiça civil também possa cumprir a sua missão. No entanto, e esta é a nossa fé, acreditamos que a Igreja é o corpo místico do qual Jesus é a cabeça e que ela é o sacramento da salvação (Lumen Gentium Nº. 48). Este mistério ultrapassa-nos e, se os membros da Igreja são pecadores, a Igreja é santa (CIC, 748-750). Devemos também olhar para todos os santos da Igreja, seus mártires, tudo o que lhes devemos, ontem e hoje, todos aqueles que estão trabalhando neste momento dando suas vidas nas sombras e de quem nunca falaremos. A voz da Igreja é hoje provavelmente uma das mais livres e esclarecedoras de todas. É o caso, por exemplo, da bioética, dos migrantes, etc. Sua voz é vital para o mundo! “Na Igreja santa e composta de pecadores, encontrarás tudo que precisas para progredir rumo à santidade”, diz Papa Francisco na exortação Gaudete et Exsultate (Nº. 15).

IEV: Mas esse discurso é audível perante tantos escândalos?

MBV: Com minha esposa Catherine, tenho seis filhos e cinco netos. Quando alguém é membro de uma família e a família passa por uma provação, há duas soluções:
– ou deixamos a família, nos dissociamos, julgamos os outros, dizemos “já não estou ali”, excluímo-nos, desresponsabilizamo-nos;
– ou nos assumimos com, sofremos com, oferecemo-nos, tentamos trazer a nossa pedra – mesmo modesta – àquilo que é preciso pôr em prática para apoiar e salvar os membros que sofrem ou que falharam e de novo permitir a irradiação da família.

É a mesma coisa quando se é membro da Igreja. Para usar uma imagem desportiva, estamos nas bancadas assistindo e comentando o evento que acontece no estádio ou somos atores em campo com todos os outros? Somos membros da Igreja. É a nossa família. Cabe-nos convertermo-nos para que ela seja sempre cada vez mais portadora da Boa Nova! Finalmente, na adversidade, quando temos de avançar com lucidez, é importante estarmos mais prontos para apoiar o Santo Padre, os bispos e os sacerdotes, avançando com eles, do que ceder à fácil crítica ou à tentação do bode expiatório. Como tal, vimos por nós mesmos no drama que mencionei acima, quanto a “instituição” da Igreja e seus pastores na França haviam trabalhado, reagido e continuado a avançar para que as insuportáveis cegueiras do passado não sejam mais possíveis. A Igreja deve continuar o trabalho. Deve ser um modelo nessa matéria e implementar reflexões profundas para avançar em todos os domínios. A organização do Papa Francisco de uma cimeira sobre a proteção de menores em fevereiro de 2019, em Roma, é um passo importante. Mais uma vez, no que respeita ao pecado que permanece, todos nós temos a nossa quota de responsabilidade porque a Igreja na sua organização não é uma abstração e são as falhas pessoais de seus membros e a forma como elas foram ocultadas que levaram à crise que estamos passando.

IEV: Mas como entender que temos a nossa parcela de responsabilidade em atos que não cometemos?

MBV: Quer gostemos quer não, carregamos em nós a marca do pecado original. O combate espiritual existe, o diabo existe, como muitas vezes somos lembrados por Franciscos desde o início do seu pontificado. Um escritor francês disse com humor: “Quando eu tenho uma dúvida sobre a realidade do pecado original, basta que me olhe no espelho”. Acredito que, como crente, é impossível olhar para a situação atual sem aceitar a nossa parcela de responsabilidade. O apelo à conversão é para todos nós. Claro e felizmente, a maioria de nós não cometeu atrocidades ou desvios, mas, como membros de um só corpo, cada um de nós deve aceitar a sua responsabilidade. A nossa missão na Igreja que atravessa a tempestade não é “salvar os móveis”, mas salvar almas! A purificação da Igreja passa pelo reconhecimento do mal muito grave cometido por alguns e pela conversão de todos os seus membros, isto é, pela nossa, a começar pela minha.

IEV: Qual acha que é a cura para todos esses males?

MBV: Há apenas um, é o sacrifício de Cristo que permitiu a nossa redenção! Ao morrer na cruz, ele definitivamente nos salvou. Jesus assumiu tudo e, mesmo sendo o único inocente, tornou-se pecado por nós. A Igreja não é um clube filosófico, um partido ou uma associação. É a pessoa de Jesus que nós seguimos! Então, nestes tempos de provações, meditemos sobre o caminho da cruz e interroguemo-nos: Olhamos para Jesus passando com a sua cruz ou atravessamos a multidão para carregá-la com ele? Cuspimos na face de Jesus ou acompanhamo-lo como Maria ao pé da cruz, uma vez que cada um de nós é chamado a “completar em nossa carne o que está faltando nos sofrimentos de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja “(Col 1,24)? Hoje vemos a Igreja desfigurada e ferida, como o corpo de Jesus na sua paixão, tumefacta, ferida, suada, e foi o pecado dos homens que o causou. No entanto, este corpo “que já não tinha figura humana” (Is 52,14), era o de Jesus que nos salvou pela sua entrega, pelo seu sacrifício e pela sua ressurreição. Esta Igreja, que hoje vemos desfigurada, ferida, mortificada, é o sacramento da salvação. O sacrifício de Cristo reabriu definitivamente as portas do Céu para cada um de nós, qualquer que seja a nossa situação. A misericórdia de Deus salva-nos, é uma imensa esperança. A misericórdia é o limite intransponível que Deus colocou ao mal e a Igreja é a sua realidade sacramental aqui na terra!

IEV: Como moderador da Comunidade Emmanuel, como acha que ela se deve situar perante essas questões tão delicadas?

MBV: Desde que assumi a missão, muitas vezes me perguntam sobre assuntos importantes: “O que pensa a Comunidade Emanuel?” Eu gosto de responder que a Comunidade está ao serviço da Igreja. Não há “magistério” da Comunidade Emanuel. A nossa bússola é a Igreja, guiada pelo sucessor de Pedro. Estamos atentos ao que a Igreja nos ensina. Parece-me que no carisma de nossa comunidade há esse ardente desejo de encarnar com confiança no coração do mundo o que a Igreja nos ensina. Eu digo imediatamente que isso não diminui a nossa profunda liberdade de ser o que somos e de corajosamente levar por diante as iniciativas que o Espírito Santo nos inspira! A própria Igreja nos encoraja a fazer isso. Assim, no dia a dia, desejamos permanecer fiéis a seguir o ensinamento de Cristo, a proclamar a Boa Nova, a tornarmo-nos obreiros de misericórdia. Também gostaria de dizer como estou impressionado em ver a graça da comunhão que temos com outras comunidades, sejam do Renovamento ​​ou não. Somos todos irmãos e irmãs, cada um de acordo com os dons que recebeu. Todos nós acolhemos os apelos do Papa para amar nosso mundo como ele é e amar os homens! É uma verdadeira alegria vivermos isso juntos.

IEV: Nestas grandes dificuldades pelas quais a igreja passa, como podemos ainda esperar?

MBV: Acredito que não só a esperança é possível, mas que, paradoxalmente, como nas doenças em que os piores sintomas aparecem quando a epidemia termina, o “pico” já está para trás de nós. Seremos surpreendidos pelas “ressurreições” das quais vamos ser testemunhas. As escrituras ensinam-nos que “quando o pecado abunda, a graça superabunda!” (Ro 5, 20). Acreditamos nisso? Nas minhas várias missões e viagens, fico maravilhado com a criatividade do Espírito Santo para renovar a Igreja, provocar iniciativas missionárias e dar ao mundo os jovens profetas de que ele necessita para construir a “civilização do amor”. O realismo que nos faz enfrentar em verdade a situação atual faz-nos perceber ao mesmo tempo com certeza e humildade que o Senhor está em nosso meio e nos salva. Maria está com a Igreja da qual é mãe, como estava com Jesus na terra. Ela intercede por nós e encoraja-nos a permanecer com seu Filho, no coração da Igreja, no meio dos homens, confiando no sucessor de Pedro e seus pastores. Não deixemos que nos roubem a nossa fé, a nossa alegria e a nossa esperança! Demos graças a Deus e avancemos, pois “estes são os dias”, diz o Senhor, “em que o lavrador e o ceifeiro se seguirão um ao outro …” (Am 9,13). Estamos lá!

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Tríduo Pascal em SJBaptista – Coimbra

29 de Março, quinta-feira santa

19:00h – Acolhimento
19;30h – Jantar partilhado
21:00h – Ceia do Senhor e Lava-Pés
24:00h – Fim da Adoração

30 de Março, sexta-feira santa

09:30h – Laudes
10;30h – Tema
11:30h – Tempo de silêncio
13:00h – Almoço
14:30h – Tempo de Compaixão / Evangelização
16:30h – Intervalo
17:00h – Ensaio de cânticos
18:00h – Paixão do Senhor – Adoração da Santa Cruz
19:30h – Jantar
21:30h – Via-Sacra, com todas as paróquias da cidade, a sair do Seminário de Coimbra

31 de Março, sábado

09:30h – Laudes
10;30h – Tema
11:30h – Tempo de silêncio
13:00h – Almoço
14:30h – Tempo de Divulgação / Evangelização
17:00h – Lanche
18:00h – Preparação da vigília
19:30h – Jantar
22:00h – Vigília Pascal da Ressurreição do Senhor

01 de Abril, domingo

10:45h – Eucaristia