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És pó e ao pó hás de voltar

O início da Quaresma recorda-nos uma verdade simples e desarmante: somos frágeis e finitos. “És pó e ao pó hás de voltar.” Estas palavras não pretendem assustar, mas recentrar o coração. Num mundo que valoriza a força, a eficiência e a imagem, Deus começa por nos conduzir ao essencial: aquilo que somos, sem máscaras nem ilusões.

Mas a fé cristã não fica na cinza. A Quaresma não é um caminho fechado sobre a morte, mas uma travessia aberta à esperança. É precisamente no reconhecimento do nosso limite que se abre o espaço para a ação de Deus. O pó não é o fim; é o lugar onde o Criador volta a inclinar-Se sobre a sua criatura.

O Coração de Jesus é um coração manso e humilde, que não rejeita a nossa pobreza, mas a acolhe. Um coração que continua a amar, mesmo quando tudo em nós parece seco, gasto ou ferido. Do Coração trespassado de Cristo brota uma promessa: a vida nova é possível.

A Quaresma convida-nos a regressar a este coração. A deixar-nos amar, curar e refazer. Do pó à vida, da cinza à ressurreição, Deus não se cansa de nos chamar. E ainda vamos a tempo de responder.

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Missão Possível: podemos planificar a missão? Alguns projetos concretos.

Percurso Missão Possível – Episódio 5

Chega o momento de passar do essencial ao concreto: é possível planificar a missão, não como um “plano nosso” ao qual pedimos que Deus dê aprovação, mas como uma resposta humilde e criativa àquilo que Deus já está a realizar. Este episódio oferece perguntas e exemplos que ajudam a comunidade a sair, encontrar, escutar e construir pontes no lugar onde a vida acontece.

Prefere o link direto? Aqui está: https://youtu.be/HaO0MIZkO1s

O site do percurso

O site mp.emanuel.top reúne os episódios, materiais e propostas de ação num só lugar. É o ponto de partida ideal para acompanhar o percurso e, sobretudo, para transformar ideias em passos concretos.

20 ideias para começar a evangelizar

As propostas abaixo foram pensadas para abrir caminhos reais: proximidade, escuta, hospitalidade,
serviço e oração. Clica em cada título para expandir.

1) Proximidade – o porta a porta

Introdução

«Se eu tiver apenas o seu ouvido, encontrarei a palavra», dizia, entre outros, Karl Kraus. Tivemos de voltar a aprender a escutar com mais atenção, para que as pessoas pudessem encontrar as suas palavras, as suas histórias.

Um projeto que muitas vezes foi ridicularizado conhece agora um novo florescimento. Nos últimos anos, os partidos políticos redescobriram as visitas ao domicílio como uma ocasião ideal de encontro direto com potenciais eleitores. No contexto eclesial, muitas paróquias têm, há muito, boas experiências com projetos de visitas a casas, mas continuam a ser ainda bastante controversos. As experiências de porta-a-porta feitas por seitas e por angariadores de fundos profissionais têm um impacto demasiado negativo. No entanto, quem faz visitas ao domicílio sabe com que gratidão e com que abertura as pessoas os acolhem, muitas vezes. É evidente que existe aqui uma necessidade que continua demasiado pouco satisfeita. Por um lado, é necessário encontrar a forma certa, para que as pessoas visitadas vejam este contacto pessoal como uma atenção e um convite respeitoso. Por outro lado, temos de encarar uma omissão: em vez de inúmeras campanhas de angariação de fundos por parte da Igreja, as pessoas esperam, e com razão, um compromisso direto e de proximidade com a verdadeira mensagem.

Objetivo

Vamos ao encontro das pessoas e dirigimo-nos a elas onde vivem. No início, trata-se simplesmente de um convite pessoal ou de uma informação para um evento ou para ofertas de vida comunitária. A abordagem consciente, de porta em porta, deve ser vivida como um sinal especial de valorização. Estamos disponíveis para informar, escutar, responder a perguntas e partilhar aquilo que se tornou importante para nós.

Questões-chave

  • Onde? Às portas de casas e apartamentos ou nas casas de uma cidade ou de um bairro residencial.
  • Quem? Duas pessoas de cada vez (Lc 10,16)! Enviadas deliberadamente pela comunidade ou por um grupo religioso.
  • Quanto tempo? Um momento muito breve de saudação e até uma hora de conversa.
  • Público-alvo? Qualquer pessoa encontrada, independentemente da sua visão do mundo ou da sua origem.

Forma de realização

As pessoas (os outros) e a mensagem a transmitir são tão importantes para nós que o convite deve ser entregue pessoalmente. Em todos os casos, aplica-se a seguinte regra: não viemos para convencer, mas para testemunhar! Para além de fornecermos informação suficiente, estamos abertos a uma conversa pessoal e dispostos a partilhar as nossas próprias experiências. Ao fazer isto, cada pessoa permanece livre. É importante que escutemos com especial atenção, para que os outros possam exprimir aquilo que lhes vai no coração. Uma regra de ouro, livremente inspirada em Johann W. von Goethe, é particularmente útil neste caso: «Deus deu-nos apenas uma boca e dois ouvidos, para podermos ouvir duas vezes mais.»

Exemplo: um projeto num bairro residencial — convidamos para um evento através de uma visita porta-a-porta.

  1. É decisivo saudar as pessoas visitadas com uma atenção especial, logo desde o início. Depois de tocar à campainha e a porta ser aberta, cabe-nos cumprimentar o nosso interlocutor de forma simpática, apresentar-nos brevemente e explicar porque estamos ali.
  2. Se houver um interesse básico, podem ser dadas mais informações através do convite que levamos. Pode também perguntar-se se existem preocupações ou questões muito específicas sobre a fé e a Igreja.
  3. Só depois, quando a pessoa visitada se envolve na conversa, é que esta pode prosseguir. O mais importante é ouvir atentamente para compreender aquilo de que a outra pessoa precisa. Um breve relato de uma experiência pessoal de fé ou uma mensagem valiosa da Bíblia pode enriquecer bastante o encontro. Em geral, um dos visitantes conduz a conversa e o outro escuta.
  4. Se for adequado, perto do fim da conversa, pode perguntar-se se é possível rezar por uma intenção que a pessoa visitada traga. Muitas vezes nota-se uma gratidão surpreendente por isso.
  5. Ao despedir-se, pode perguntar-se à pessoa visitada se gostaria de manter contacto. Esta oferta reveste-se de uma importância especial para pessoas sós, doentes ou idosas.
2) Na troca — a partir de experiências pessoais

Introdução

Acreditamos que cada pessoa tem uma experiência única de «fé» e tem algo a dizer sobre isso. Partimos do princípio de que a fé não é só uma ideia ou uma opinião: pode ser uma vivência concreta, que toca a vida.

Quando alguém conta uma história de vida que vai além de uma simples emoção e nos dá orientação, a nossa atenção aumenta. Mas este tipo de história, normalmente, só é partilhado num ambiente familiar, e não «em palco».

Um dos acontecimentos mais marcantes e interessantes das últimas duas décadas foi assistir a milhares de histórias deste tipo em pequenos encontros nas casas, apartamentos e espaços das pessoas. Vizinhos juntam-se durante uma noite na sala de estar, membros de um clube reúnem-se na residência universitária e partilham experiências com Deus.

Algumas dioceses, como a de Feldkirch (no Vorarlberg), chegaram mesmo a promover grandes iniciativas, como a campanha W’ortwechsel («mudança de lugar»). Mais de uma centena de anfitriões convidaram amigos e pessoas interessadas para irem além das suas próprias experiências e voltarem a escutar novas perspetivas.

Objetivo

Em grupos de conversa sobre experiências de fé, amigos, vizinhos e pessoas interessadas deixam-se inspirar pelos testemunhos e pelas histórias partilhadas. Em casa ou num café/pub, estas questões devem ser exploradas de forma descontraída:

  • Quem é Deus para mim?
  • Ou o que é Deus para mim?

O objetivo é aprender uns com os outros, independentemente de as pessoas serem crentes, estarem à procura, terem uma fé vivida com alegria, ou estarem mais distantes.

Questões-chave

  • Onde? Na sala de estar, na cozinha, num café/pub ou numa sala de reuniões.
  • Quem faz? Um grupo razoável de vizinhos, amigos, conhecidos e interessados, com cerca de 10 a 30 pessoas.
  • Quanto tempo? Cerca de 2 horas.
  • Público-alvo? Amigos e interessados, de qualquer visão do mundo, que estejam (em princípio) abertos a conversar sobre fé.

Forma de realização

Os anfitriões (ou famílias de acolhimento) convidam amigos e vizinhos para casa ou para um pub/café, para uma noite de conversa aberta. A sessão é conduzida por um moderador externo.

Uma ou duas pessoas convidadas («personalidades») iniciam a conversa, partilhando experiências de vida e de fé. A partir desses exemplos, abre-se um espaço para uma troca autêntica no grupo.

O princípio base é simples: toda a gente tem algo a dizer, porque toda a gente tem alguma experiência relacionada com fé. A regra essencial é que se trata, acima de tudo, de partilha de experiências — não de um debate de teorias ou opiniões.

Exemplo: semana de ação com ciclos de conversa em apartamentos

  1. Começa com uma receção simpática, acolhimento caloroso, bebidas, etc.
  2. O moderador orienta a noite e apresenta a intenção do projeto. O objetivo e o conteúdo devem ficar claros, para que as pessoas se sintam seguras e bem acompanhadas:
    • a) Toda a gente tem algo a dizer sobre Deus, por isso toda a gente pode falar hoje — mas ninguém é obrigado a falar.
    • b) Acreditamos mesmo que vamos aprender uns com os outros esta noite! O carácter especial do encontro nasce das nossas experiências pessoais, e não de teorias.
    • c) Não julgamos os outros e não fazemos comentários que desvalorizem aquilo que os outros partilham.
  3. Primeiro, uma ou duas pessoas convidadas partilham as suas experiências com Deus e com a fé.
  4. Depois, todos os presentes são convidados a partilhar as suas experiências pessoais. Se o grupo for muito grande, pode dividir-se em grupos mais pequenos.
  5. Na parte final, podem colocar-se questões mais específicas (aquelas que realmente estão no coração das pessoas) aos convidados que deram o seu testemunho.
  6. No fim, o moderador convida a um momento de silêncio e oração, em que cada pessoa pode (em voz alta ou em silêncio) agradecer ou apresentar um pedido. Pequenos momentos musicais ou canções partilhadas pelos participantes podem dar ao encontro um ambiente muito especial.
3) O diálogo — No café, sobre Deus e o mundo

Introdução

Viver os debates públicos não como uma brincadeira superficial ou um «strip-tease da alma», mas como acontecimentos espirituais e lugares de procura autêntica da verdade: foi isto que os jovens decidiram fazer no meio da vida agitada de uma cidade.

Quando a noite já vai longa, porque se trata simplesmente de ir ao que é sério, não é raro surgirem conversas animadas sobre Deus e o mundo, com os melhores amigos num bar, à volta de uma cerveja ou de uma garrafa de vinho tinto. E não são apenas os cafés filosóficos de Paris ou os cafés de artistas de Berlim que conhecem esta aura particular. Há alguns anos, os «Encontros sobre Deus e o mundo», organizados nos lendários cafés, bares e espaços culturais de Viena, têm atraído cada vez mais atenção. Atores, chanceleres e professores, bem como representantes religiosos e jornalistas, debatem questões existenciais com os jovens. Por vezes, acontece que um cardeal filosofa sobre Deus, o poder e o sexo com o sexólogo mais conhecido da Áustria no SKY Bar, um espaço moderno e cheio, situado por cima dos telhados de Viena.

Objetivo

Num ambiente descontraído de cafés e bares, falamos do essencial: de Deus e do mundo. Crentes e não crentes estão dispostos a aprender uns com os outros. Acreditamos que existe uma riqueza incrível em cada ser humano. Através de uma escuta atenta, conseguimos libertar o melhor do outro e de nós próprios. A conversa sobre aquilo em que as pessoas acreditam e o que esperam começa diretamente onde elas vivem o seu dia a dia.

Questões-chave

  • Onde? Cafés, bares, tabernas, espaços culturais, teatro.
  • Quem faz? Crentes em diálogo com pessoas em busca, não crentes e pessoas de outras confissões.
  • Quanto tempo? Duas horas, no máximo 2h30.
  • Público-alvo? Todos os que tenham curiosidade por um diálogo sobre Deus e o mundo, independentemente da sua visão do mundo.

Forma de realização

Uma moderação simpática contribui, pelo seu estilo de perguntas, para criar um ambiente deliberadamente amigável durante a noite de conversa. Isto ajuda a escutarmo-nos mutuamente e a conhecer a pessoa, e não apenas os argumentos. Não deveria tratar-se de uma batalha egocêntrica de opiniões, mas de uma descoberta mútua do que é verdadeiro, num clima de simpatia. Os visitantes são livres de entrar e sair quando quiserem. Deve também prever-se tempo suficiente para conversas pessoais antes e depois do debate público. Ter conversas profundas e partilhar experiências de fé, bem como experiências contrárias, não deve ser um tema tabu.

As seguintes atitudes de base devem marcar o diálogo e todo o evento:

  1. Todo o ser humano merece o nosso respeito.
  2. A outra pessoa tem algo valioso para dizer!
  3. Partilhamos com a outra pessoa a nossa opinião, a nossa mensagem!
  4. Queremos acolher a outra pessoa com cordialidade!
  5. Acima de tudo, queremos escutar!
  6. Somos confrontados com desafios sociais e com questões existenciais…
  7. Abrimo-nos a diferentes inspirações, conscientemente também a fontes cristãs!
  8. Nos conflitos, preferimos «salvar» a opinião do outro em vez de a condenar!
  9. Queremos levar a sério as agressões emergentes!
  10. Estamos dispostos a ultrapassar os nossos preconceitos, vezes sem conta.

Exemplo: uma noite de debate sobre Deus e o mundo anunciada publicamente num grande café

  1. a) Acolhimento descontraído e caloroso.
  2. b) Primeira parte no palco com moderação (cerca de 60 min).
  3. c) Intervalo como fase de conversa (cerca de 10 min).
  4. d) Segunda parte em grande grupo (30 a 45 min).
  5. e) Conclusão e resumo pelo moderador.
4) O debate – Ir aos factos no terreno

Introdução

Nas noites temáticas, discute-se no próprio local e mostra-se como e onde a fé pode ser uma força e uma ajuda para a minha vida quotidiana, o meu trabalho ou a minha relação com o dinheiro. As pessoas diretamente envolvidas, bem como especialistas, traduzem a fé em exemplos concretos e práticos, e abrem-se ao debate. Através do confronto direto com problemas sociais, pretende-se transmitir uma esperança concreta a partir de uma inspiração espiritual.

Objetivo

Abordar questões reais e atuais a partir de situações do dia a dia, no local onde elas acontecem, promovendo um debate aberto e prático que ajude as pessoas a perceber como a fé pode influenciar escolhas, valores e atitudes concretas.

Questões-chave

  • Onde? Grande superfície, banco, fábrica, instalação desportiva, câmara municipal, quartel de bombeiros, etc.
  • Quem faz? Especialistas e pessoas diretamente envolvidas.
  • Quanto tempo? Cerca de 2 a 3 horas.
  • Público-alvo? Qualquer pessoa interessada no tema.

Forma de realização

Uma equipa organizadora convida as pessoas para uma noite temática envolvente, centrada numa questão atual e relevante para a vida, em que o local escolhido dá ao evento um atrativo especial. Na divulgação da noite, é aconselhável aumentar a curiosidade anunciando a presença de personalidades interessantes.

Através de um debate moderado e de uma breve intervenção inicial, aprofunda-se um tema com muitos exemplos concretos e realistas. Os convidados, vindos de diferentes contextos de vida, devem permitir o maior grau possível de identificação por parte do público.

Exemplo: Uma noite de debate sobre o poder do dinheiro «O dinheiro governa o mundo, e Deus?» tem lugar num casino ou no edifício de um banco.

  1. Buffet simples e equipa de acolhimento calorosa.
  2. Boas-vindas e enquadramento: problema e abordagem prática.
  3. Parte I: exemplos práticos e testemunhos; pequena exposição se necessário.
  4. Parte II: perguntas do público (pequenos grupos e plenário).
  5. Resumo e breve momento espiritual.
  6. Encerramento com música, bebidas e conversa.
5) As questões — jovem, existencial e espiritual

Introdução

Multiplicam-se os estudos que mostram como, na Europa, a percentagem de jovens ligados à prática religiosa ou eclesial se tornou minúscula. Mesmo que existam exceções impressionantes com despertares carismáticos, não devemos criar ilusões sobre a dimensão da mudança da nossa sociedade a longo prazo.

Não queremos, de forma deliberada, refugiar-nos numa bolha minoritária, mas sim pôr-nos a caminho com os muitos jovens orientados e em busca, marcados por um agnosticismo ou ateísmo para quem a Igreja já não é (quase) um tema. Trata-se de um caminho criativo e atento. Junta diferentes mundos de vida num projeto em que cada pessoa pode dar o melhor de si.

Objetivo

Jovens não crentes ou crentes de outras confissões iniciam noites e projetos criativos em conjunto com jovens crentes: com muita música, partilhas pessoais, filmes, discussões, espiritualidade, comida e bebida. Querem ir ao fundo das suas questões existenciais, para si mesmos e para os seus amigos, dentro do seu universo cultural e com os seus talentos.

Questões-chave

  • Onde? Num local atrativo para jovens.
  • Quem faz? Várias equipas de preparação de jovens.
  • Quanto tempo? 2 a 3 horas (final em aberto).
  • Público-alvo? Jovens curiosos de contextos não confessionais, convidados por amigos.

Forma de realização

Crentes e não crentes constroem em conjunto um programa ao longo de três ou quatro noites de preparação. Formulam os seus próprios temas e interesses e criam ferramentas criativas para lhes dar resposta (música, filmes, testemunhos, buffet, “Soul Space”, etc.).

6) Jantar — Impulsos para o corpo e para a alma

Introdução

O que pode ser melhor do que sentarmo-nos durante bastante tempo com bons amigos, num jantar acolhedor, conhecer os amigos dos nossos amigos e regressar a casa com histórias especiais?

A refeição da noite é, provavelmente, uma das experiências mais antigas e mais fortes de comunidade. Há milhares de anos que os momentos mais importantes da vida são partilhados à mesa. Não é por acaso que o cristianismo primitivo se espalhou, a partir de um pequeno grupo inicialmente mais fechado, para inúmeras pequenas comunidades de refeição, em círculos familiares e de amizade, por toda a região mediterrânica.

Ainda hoje, a Igreja cresce em todo o lado onde pequenas comunidades cristãs abrem as portas das suas casas e das suas aldeias, para partilharem esta mesa de fraternidade e também a história da amizade de Deus.

Objetivo

Num ambiente descontraído de um jantar, amigos e conhecidos são convidados a partilhar um pedaço de vida uns com os outros e também a conhecer a história de Deus. Para pessoas com pouco contacto com religião e Igreja, este enquadramento convivial cria liberdade para abordar, honestamente, temas fundamentais da fé.

Questões-chave

  • Onde? Apartamento, casa.
  • Quem faz? Anfitriões com um pequeno círculo de amigos cristãos.
  • Quanto tempo? Série de encontros (mensal/quinzenal, etc.).
  • Público-alvo? Amigos e interessados, pelo menos curiosos para conhecer melhor a fé cristã.

Forma de realização

À semelhança de um curso de fé como o percurso Alpha (ver K 7), propõe-se aqui um jantar com contributos de fé, que pode ser frequentado uma vez ou repetidamente, de forma livre.

Variante II: leitura em conjunto de um relato bíblico e conversa orientada (“partilha da Bíblia”).

  • Acalmar e deixar o silêncio acontecer
  • Ler e escutar o texto
  • Repetir palavras/frases que tocaram
  • Partilhar o que compreendi
  • Aplicar na vida

Parte final: ronda breve com um pensamento, um agradecimento ou uma oração; música/cânticos podem acompanhar.

7) A espiritualidade — Espaços de silêncio e de encontro

Introdução

Muitas pessoas sentem hoje uma profunda nostalgia de espiritualidade, de silêncio e de interioridade. No meio de uma vida quotidiana acelerada, marcada pelo ruído, pela pressão do desempenho e pela disponibilidade permanente, cresce o desejo de parar, respirar e reencontrar-se consigo próprio.

A espiritualidade cristã oferece uma riqueza de formas e tradições que permitem às pessoas entrar em contacto com Deus sem grandes explicações teóricas. Trata-se menos de compreender algo com a cabeça e mais de experimentar algo com o coração.

Objetivo

Criar espaços acessíveis onde as pessoas possam fazer experiências espirituais simples: silêncio, música, luz, símbolos, textos breves e oração. Estes espaços permitem um primeiro contacto com a fé cristã ou um aprofundamento pessoal, sem pressão nem expectativas.

Questões-chave

  • Onde? Igreja, capela, espaço alternativo, sala adaptada.
  • Quem faz? Equipa pequena com sensibilidade espiritual e acolhimento.
  • Quanto tempo? 30 a 60 minutos; entrada e saída livres.
  • Público-alvo? Pessoas em busca, crentes ou não, abertas a uma experiência espiritual.

Forma de realização

O espaço deve ser preparado com cuidado: iluminação suave, velas, música tranquila, símbolos simples e textos curtos. Sequência clara, sem rigidez, que ajude a entrar no silêncio.

Exemplo: “Soul Space”

  1. Acolhimento discreto à entrada.
  2. Música instrumental/cânticos meditativos.
  3. Textos breves (bíblicos ou espirituais).
  4. Acender vela, escrever intenção, permanecer em silêncio.
  5. Disponibilidade para conversa ou oração pessoal.
8) Abertura — Igrejas abertas, sem barreiras

Introdução

As portas bem abertas da igreja convidam-te a entrar e a viver a igreja como um lugar que dá espaço à alma. Quando somos recebidos por pessoas igualmente abertas e disponíveis, podem acontecer encontros inesperados.

Objetivo

A igreja, de portas escancaradas, deve ser tão acolhedora que as pessoas possam entrar e descansar a alma por uns instantes. O convite de Jesus — «Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos» — pode ganhar expressão concreta através de acolhimento, boa música e oração pessoal.

Questões-chave

  • Onde? Na igreja.
  • Quem faz? Equipa motivada e dedicada.
  • Quanto tempo? Diariamente ou semanalmente.
  • Público-alvo? Pessoas que passam na rua, curiosos, pessoas em busca.

Forma de realização

Preparar um ambiente acolhedor (também no exterior): flores, painéis informativos, cartaz/bandeira. No interior: serenidade e disponibilidade. Equipa presente discretamente, pronta para escutar e, se a pessoa quiser, rezar por ela. Música e pequenos elementos (textos curtos, velas, intenções) ajudam a criar recolhimento.

9) Bem-vindo — Na tenda de Deus no meio dos homens

Introdução

«Sem muros, sem barreiras, sem lugar fixo: uma Igreja montada no meio do povo como uma caravana moderna: ‘Eis a morada de Deus com os homens’. Ele habitará no meio deles e eles serão o seu povo.» (Ap 21,3)

Por mais magnífica e bela que seja a riqueza arquitetónica das igrejas da Europa… importa fazer o mesmo hoje: libertar, vezes sem conta, a Igreja de uma perceção muito difundida de que Deus se instalou, antes de mais, por detrás dos muros das igrejas.

Objetivo

Os encontros e eventos «sob a tenda» permitem maior mobilidade e proximidade com as pessoas, criando um novo diálogo sobre Deus e o mundo, num espaço neutro e acolhedor.

Questões-chave

  • Onde? Espaços públicos movimentados ou em frente às igrejas.
  • Quem faz? Paróquias, grupos de iniciativa, etc.
  • Duração? Conforme o evento (dias/semanas/mês).
  • Público-alvo? Passantes, curiosos, interessados, pessoas em busca.

Forma de realização

Design moderno, lema claro e pessoas acolhedoras. A tenda deve estar aberta em vários lados, com diferentes possibilidades de contacto: zona de descanso, ponto de informação e, se possível, um pequeno “espaço para a alma”.

10) O prazer — Pequeno-almoço e almoço ao ar livre

Introdução

Recebemos aquilo que é mais importante na vida! «Venha, sente-se, nós convidamos!»

…pequenos sinais de hospitalidade.

Objetivo

Com pequenas surpresas de hospitalidade, queremos oferecer às pessoas pequenos presentes no meio do quotidiano, como sinal da generosidade de Deus.

Questões-chave

  • Onde? Paragens, ruas, zonas pedonais e lugares públicos.
  • Quem faz? Paróquias, grupos de iniciativa, etc.
  • Quanto tempo? 1 a 3 horas.
  • Público-alvo? Transeuntes.

Forma de realização

De manhã, oferecer um pequeno lanche no caminho para o trabalho. Ou, numa zona pedonal, convidar para uma pequena refeição em mesas bem preparadas, criando um dia de convivialidade e encontro.

11) Celebrar — Festa de rua com diversidade

Introdução

Os mais diversos grupos cruzam-se nas ruas e nas praças. Convites generosos mostram como os encontros se tornam possíveis quando as pessoas se juntam para celebrar em conjunto.

Objetivo

Uma celebração pública da fé deve ser uma proposta acolhedora para todos os habitantes, celebrando a vida na sua diversidade e criando diálogo simples e humano.

Questões-chave

  • Onde? Locais públicos centrais.
  • Quem faz? Equipa organizadora + o maior número possível de grupos locais.
  • Quanto tempo? Uma tarde/noite ou um dia.
  • Quando? Preferencialmente primavera/verão.

Forma de realização

Espaço aberto, música, pequenas atuações, comida e bebida. As pessoas devem sentir-se bem-vindas e livres para passar, ficar ou participar num momento concreto.

12) O contacto visual — A Cruz no espaço público

Introdução

Cristo foi exposto ao mundo inteiro, ontem como hoje, nu, com o abandono total de toda a sua intimidade.

A Cruz… mostra que não é a violência nem a retaliação que salvam, mas sim o perdão.

Objetivo

Apresentar a Cruz como lugar onde se podem depositar fardos e intenções, abrindo espaço para consolação, compaixão e esperança.

Questões-chave

  • Onde? Locais muito frequentados.
  • Quem faz? Paróquias, grupos de iniciativa, etc.
  • Duração? Variável.
  • Público-alvo? Toda a gente.

Forma de realização

Exemplo A: Cruz grande num local visível; música e atmosfera; papéis para intenções a prender na cruz.

Exemplo B: Via-Sacra deslocada para a rua comercial, com estações em lojas/montras e ligação à vida atual.

13) Desejo — O presépio, lugar de refúgio no meio da agitação do mundo

Introdução

Um desejo para o Menino Jesus? O Advento é, por excelência, o tempo do desejo de Deus.

Objetivo

Propor uma pausa real no Advento através de um presépio móvel: parar, escrever uma intenção e colocá-la no presépio, reencontrando a mensagem do Natal.

Questões-chave

  • Onde? Zona pedonal, centro comercial, rua movimentada, etc.
  • Quem faz? Equipa de 8 a 12 pessoas.
  • Quanto tempo? 2 a 3 horas por paragem.
  • Público-alvo? Transeuntes.

Forma de realização

“Casa” móvel de madeira com José e Maria; papéis de intenções; música e bebidas quentes; possibilidade de ligação a uma igreja aberta ou espaço de oração.

14) Pessoal — Uma carta de amor da parte de Deus

Introdução

O amor… O Dia de São Valentim, a 14 de fevereiro, é uma excelente oportunidade para explorar a fundo o tema do amor e deixar que Deus próprio fale.

Objetivo

Levar as pessoas a reconhecer que são amadas de forma pessoal por Deus, oferecendo uma “Carta de amor de Deus” e, para quem quiser, um passo de aprofundamento num encontro de oração.

Questões-chave

  • Onde? Praças, transportes, centros comerciais; encontro em igreja/capela/ao ar livre.
  • Quando? Manhã/tarde; encontro ao final do dia.
  • Quem faz? Voluntários.
  • Quanto tempo? 1 a 2 horas (distribuição) + encontro à noite.

Forma de realização

Distribuir com delicadeza; convite claro e livre; encontro com música, silêncio, luz de velas, pequena Palavra bíblica e possibilidade de conversa/oração pessoal.

15) Entusiasmo — Projetos escolares e momentos fortes

Introdução

A escola… precisamos de jovens crentes que falem com as crianças e os jovens, e lhes falem de Deus e do mundo de forma simples e compreensível.

Objetivo

Levar a sério crianças e jovens como parceiros de conversa, oferecendo-lhes tempo, orientação e espaço para iniciativas criativas onde a fé se torne próxima.

Questões-chave

  • Onde? Escolas.
  • Quem faz? Grupos de jovens, estudantes, educadores, artistas.
  • Quanto tempo? 1 a 2 horas.
  • Público-alvo? Alunos.

Forma de realização

Exemplo A: testemunhos especiais para turmas, com histórias pessoais, diálogo e perguntas livres, sem moralismos.

16) Estar presente — Encontros com os doentes

Introdução

Uma sociedade que muitas vezes põe de lado os doentes e os idosos perde a sua alma…

Objetivo

Mostrar, com tempo e atenção, que ninguém foi esquecido: escutar, rezar e integrar doentes e idosos na vida da comunidade.

Questões-chave

  • Onde? Lares, hospitais, casas.
  • Quem faz? Equipa dedicada (sempre dois a dois).
  • Quanto tempo? Visitas regulares.
  • Público-alvo? Pessoas doentes/idosas e em solidão.

Forma de realização

Visitas simples com pequeno presente e cartão com oração; escuta atenta; oração no fim; possível organização de encontros em sala comum e celebrações/serviços para doentes.

17) Ajuda — Projetos sociais concretos

Introdução

A fé cristã nunca foi apenas uma ideia — é sempre também ação concreta…

Objetivo

Servir necessidades reais com respeito e discrição, criando encontros verdadeiros e tornando o Evangelho credível pelo amor em ação.

Questões-chave

  • Onde? Bairro, cidade, instituições, rua, casas.
  • Quem faz? Equipa em colaboração com iniciativas locais.
  • Quanto tempo? Uma tarde, um dia, ou regularmente.
  • Público-alvo? Pessoas em necessidade.

Forma de realização

Partir de uma necessidade concreta; apoiar quem já serve; agir com transparência e respeito. Exemplos: refeitório social, distribuição, visitas a idosos, apoio escolar, acompanhamento de migrantes, ações de limpeza, angariações com objetivos claros.

18) Vigilância — O amor ao pormenor

Introdução

«Não podemos todos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com muito amor» (Madre Teresa)…

Objetivo

Viver uma caridade concreta e fiel no quotidiano (oração, visita, serviço e testemunho), com compromisso regular e partilha entre quem ajuda.

Questões-chave

  • Onde? No bairro e no quotidiano.
  • Quem faz? Cada um de nós.
  • Quanto tempo? 1 a 3 horas por semana/mês, conforme possível.
  • Público-alvo? Pessoas próximas que sofrem ou precisam de ajuda.

Forma de realização

  1. Oração pela pessoa.
  2. Visitas regulares.
  3. Serviço concreto.
  4. Testemunho pelo exemplo.

Serviços simples e variados: compras, refeições, roupa, papelada, leitura, caminhada, companhia, etc.

19) Misericórdia — Uma noite de oração com um novo começo para cada um

Introdução

É impressionante constatar como a «noite de misericórdia» foi replicada em muitas paróquias…

Objetivo

Oferecer um espaço de experiência onde Deus se torna acessível de forma pessoal: recomeço, cura, acolhimento e liberdade para dar um passo em direção a Deus.

Questões-chave

  • Onde? Igreja ou tenda.
  • Quem faz? Equipa de leigos e sacerdotes.
  • Quanto tempo? Cerca de 90 min (com final em aberto).
  • Público-alvo? Todos os que se sintam interpelados.

Forma de realização

Duas partes: apresentação próxima da vida (testemunhos, elementos criativos, cânticos) e, depois, adoração/oração, com convite claro aos passos possíveis (confissão, oração pessoal, acender vela, etc.).

20) Alegria – A missa como uma festa

Introdução

A alegria é a força missionária mais poderosa…

Objetivo

Celebrar a liturgia como fonte de vida e alegria: hospitalidade calorosa, música bem cuidada, homilias compreensíveis, testemunhos simples e espaço para a oração.

Questões-chave

  • Onde? Igreja.
  • Quem faz? Equipa de sacerdotes e leigos.
  • Quanto tempo? Cerca de 1 hora.
  • Público-alvo? Praticantes e pessoas em busca (famílias, jovens, etc.).

Forma de realização

  • Convite pessoal e comunicação apelativa.
  • Acolhimento caloroso desde a entrada.
  • Música como chave do encontro.
  • Homilia próxima e concreta.
  • Silêncio, posturas e oração ao serviço do mistério.
  • Encontro no final para criar comunidade.

Episódios já lançados


1) Porque é que existe missão? Razão e objectivo da transmissão cristã da fé

Porque é que existe missão? É um dever pesado, uma obrigação religiosa, ou a consequência natural de uma experiência de amor que não cabe só dentro de nós? Neste episódio, atravessamos testemunhos reais e passagens bíblicas para perceber que a missão cristã não é propaganda nem marketing espiritual: nasce da alegria do Evangelho e do impulso de partilhar um bem que se torna maior quando se oferece.

Com histórias de encontro, hospitalidade e regresso a casa, olhamos também para as sombras da história: quando fé e poder se confundiram, quando houve imposição, colonialismo e abusos. Reconhecer estas feridas ajuda-nos a distinguir: missão autêntica não força nem domina — testemunha em liberdade, oferece com respeito e convida sem manipular.

Do coração do Pai (Jo 3,16) ao envio dos discípulos (Mt 28,19-20; Lc 10,1-2), a missão aparece como movimento de proximidade: descer ao encontro, cuidar dos mais frágeis, levar esperança e abrir espaço para que ninguém fique de fora do “banquete”. No fim, fica a síntese: missão é amor que se partilha — e Deus que não esquece ninguém.

Link: https://youtu.be/kW5QC4Y_854


2) O que tenho eu para dizer — o conteúdo central da mensagem

Quando ouves a palavra missão, o que te vem à cabeça? Para muita gente, parece logo algo invasivo, moralista ou até ligado aos momentos mais sombrios da história. Mas este episódio começa com uma pergunta simples e direta: o que tenho eu, afinal, para dizer? E a resposta nasce de uma imagem poderosa: se encontrasses uma fonte de água no deserto, guardavas só para ti… ou chamavas os outros?

A missão cristã é isto: não impor, mas partilhar uma Boa Notícia que dá vida. Pelo caminho, ouvimos histórias reais de recomeço: um homem que encontrou Deus na prisão, uma fé que deixou de ser tradição para se tornar amizade, e a descoberta libertadora de ser amado sem condições, antes de qualquer desempenho ou currículo.

O episódio não ignora as feridas do passado: reconhece abusos, imposições e desconfianças, e insiste que o Evangelho não precisa de defensores zangados, mas de testemunhas humildes e autênticas. No centro está o essencial: Deus ama primeiro, Jesus Cristo deu a sua vida por nós e está vivo ao nosso lado. Missão, afinal, é viver de tal forma que os outros percebam que existe esperança — e que a fonte está aberta para todos.

Link: https://youtu.be/X1AhBuemM_s


3) Como é que se deve fazer — o diálogo que transforma

Neste episódio, percebemos que a missão cristã não começa com discursos nem com estratégias, mas com proximidade. Num mundo de encontros rápidos e corações distraídos, a fé torna-se credível quando existe escuta, respeito e presença real. A missão não é um “megafone” — é um ouvido. E muitas vezes é numa mesa, num corredor ou num simples café que Deus abre caminhos.

Através de histórias marcantes, o episódio mostra como o Espírito Santo já está a trabalhar no coração de cada pessoa, mesmo daquelas que parecem mais afastadas. A conversão acontece, muitas vezes, primeiro em quem quer evangelizar: quando se deixa cair a superioridade, quando se aprende a olhar o outro com humildade e compaixão. O caminho passa por construir pontes, não muros — e por aprender a linguagem da hospitalidade num mundo diverso, plural e cheio de feridas.

Entre referências ao Concílio Vaticano II e ao apelo de vários Papas para “abrir janelas, portas e o coração”, fica uma proposta concreta: uma carta de atitudes essenciais para qualquer conversa de fé. Respeitar cada pessoa, evitar preconceitos, criar confiança, partilhar experiências em vez de “dar lições”, confiar o Evangelho ao outro e viver uma hospitalidade onde também aprendemos com quem encontramos. No fim, a missão aparece como algo simples e humano: amar, escutar e caminhar juntos.

Link: https://youtu.be/ar0IorKAemw


4) Abraçar sem julgar — recomeçar com misericórdia

Neste episódio, a missão aparece como uma coisa simples… mas que custa imenso: abraçar sem julgar. Deus surpreende-nos quando achamos que já percebemos as pessoas, quando fazemos diagnósticos rápidos e fechamos portas por preconceito. Mas Jesus faz o contrário: aproxima-se, chama, toca, reintegra. Como no chamamento de Mateus, não começa com moralismos nem discursos longos — começa com um convite direto: “Segue-me”. E quando os “bons” se escandalizam, Ele desmonta a lógica do orgulho com uma frase clara: não vim chamar os justos, mas os pecadores.

Através de testemunhos fortes, percebemos que o milagre muitas vezes começa em quem evangeliza: quando descemos do pedestal, quando deixamos cair a dureza e nos deixamos converter pelo encontro real. É aí que nasce o diálogo que transforma: não categorias sociais, não instituições frias, mas pessoas — com feridas, desejos e sede de sentido. E mesmo onde parecia impossível haver ponte, o Espírito Santo mostra que a misericórdia derruba muros que ninguém achava ultrapassáveis.

O episódio também toca num ponto que muita gente sente: a palavra misericórdia às vezes soa a esmola ou superioridade. Mas aqui ela surge como linguagem do recomeço: um hospital de cura, não uma vitrine moral. Entre referências ao Papa Francisco e ao Evangelho, a mensagem final é direta: num mundo cheio de julgamentos, a Igreja só será credível se voltar a ser um lugar onde se diz a verdade com bondade, onde se cura com amor e onde ninguém é condenado para sempre. Porque, no fim, missão é isto: aproximar-se para levantar.

Link: https://youtu.be/MmZqas9SFWs


5) Podemos planificar a missão — Alguns projetos concretos (NOVO)

Depois de quatro episódios a mergulhar no porquê da missão, no conteúdo da mensagem, no estilo do diálogo e no coração da misericórdia, chega a pergunta prática: isto pode mesmo ser planeado? Neste episódio, descobrimos que sim — mas com uma condição essencial: a missão não é um projeto nosso ao qual pedimos a Deus que dê “like”. É a missão de Deus, e nós somos convidados a entrar nela com humildade, coragem e criatividade.

Através de histórias reais (de discotecas, cafés e bares onde nasceram conversas profundas sobre Deus, amor, dor e esperança), percebe-se que a evangelização acontece muitas vezes nos lugares onde a vida está a acontecer — não apenas dentro da igreja. A pergunta-chave que desbloqueia tudo é simples e poderosa: “Se Jesus viesse à nossa cidade na próxima semana, onde é que Ele iria?” E quando as comunidades se deixam provocar por isto, surgem ideias concretas: sair, visitar, aproximar-se, criar espaços de encontro, levar a paz aos cansados e abrir portas a quem se sente de fora.

O episódio insiste que planear não é fazer “checklists religiosas”, mas cuidar com paixão. A missão com alma tem método, organização e responsabilidade, sim — mas nasce da oração, da escuta e da confiança no Espírito Santo.

Link: https://youtu.be/HaO0MIZkO1s

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Missa de Intercessão – Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Há nós que parecem impossíveis de desatar. Situações que pesam no coração, intenções difíceis, dores silenciosas, decisões complicadas…
E há uma Mãe que sabe cuidar de tudo isso. 💙

A Comunidade Emanuel e as Igrejas de Arroios e Anjos convidam-te, no primeiro sábado de cada mês, para uma Missa de Intercessão a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, seguida de grupos de intercessão.

🙏 És convidado(a) a confiar a Maria uma intenção particularmente difícil — aquele “nó” que já tentaste resolver de tantas formas. Estamos contigo para desatar todos os nós da tua vida: nós familiares, nós no trabalho, nós de vícios…
Maria escuta, acolhe e intercede.

📅 Primeiro sábado do mês, 11h00
⛪ Missa + grupos de intercessão
📍 Igreja de São Jorge – R. Alves Torgo, 1 – 1000-032 Lisboa
💬 Traz a tua intenção. Não caminhas sozinho(a).

Vem. Confia. Deixa Maria agir.
👉 Partilha este convite com quem precisa de esperança.

Oração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Virgem Maria, Mãe do belo amor,
Mãe que jamais deixa de vir em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor divino e a imensa misericórdia que existem no teu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de nós que há na minha vida. Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e o quanto estou amarrado por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus encarregou de desatar os nós da vida dos seus filhos, confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno poderá tirá-la do teu precioso amparo. Em tuas mãos não há nó que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça e teu poder intercessor junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus, recebe hoje em tuas mãos este nó _______ [apresentar a dificuldade que se deseja vencer].
Peço-te que o desates para a glória de Deus, e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança. Ó Senhora minha, sois a minha única consolação dada por Deus, a fortaleza das minhas débeis forças, a riqueza das minhas misérias, a liberdade, com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me, protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.
Ámen!


Nossa Senhora Desatadora dos Nós é uma das mais belas e consoladoras invocações marianas da Igreja. A sua imagem, profundamente simbólica, apresenta Maria com um longo fio nas mãos, pacientemente a desatar os nós enquanto os anjos a assistem. Esses nós representam as dificuldades, os pecados, os conflitos, as dores e as situações aparentemente sem saída que se acumulam na vida de cada pessoa.

Esta devoção recorda-nos, antes de mais, a ternura materna de Maria. Ela não ignora os nossos sofrimentos nem se afasta das nossas fragilidades. Pelo contrário, inclina-se sobre a nossa história concreta, marcada por escolhas difíceis, feridas antigas, relações quebradas e medos profundos. Com delicadeza e perseverança, Maria desata aquilo que nós já não conseguimos resolver sozinhos.

A imagem do fio é também um convite à confiança. Muitas vezes, perante um nó muito apertado, somos tentados a puxar com força, a agir por impulso ou a desistir. Maria ensina-nos outro caminho: o da paciência, da entrega e da oração. Ao colocarmos os nossos nós nas suas mãos, aprendemos a esperar, a escutar e a deixar Deus agir no Seu tempo.

Nossa Senhora Desatadora dos Nós aponta sempre para Jesus. Ela não resolve os problemas por magia, mas intercede junto do Filho, conduzindo-nos a uma fé mais profunda, a uma conversão sincera e a uma esperança renovada. Cada nó desatado é um sinal do amor misericordioso de Deus que restaura, cura e reconstrói.

Esta devoção é, por isso, um verdadeiro caminho espiritual. Aproxima-nos de Maria como Mãe, fortalece a nossa confiança em Deus e recorda-nos que nenhum problema é demasiado complicado quando é colocado com humildade e fé nas mãos do Céu. Confiar os nossos nós a Maria é acreditar que, mesmo nas situações mais difíceis, Deus continua a escrever uma história de salvação.

Porfsweb

O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

Chamamo-nos Comunidade (do) Emanuel.
E isso não é um acaso bonito para encaixar num logótipo.

É uma escolha exigente.
Um nome que nos compromete.

Antes de sermos “Comunidade Emanuel”, fomos Communauté de l’Emmanuel.
E em França dizem-no ainda com mais simplicidade: “l’Emmanuel”.

Quase como quem fala de alguém próximo.
Não um conceito.
Não uma ideia teológica.
Mas uma presença.

E talvez aí esteja tudo.
Porque Emanuel não é um título bonito para Jesus.
É uma maneira de Deus existir.
É Deus que decide não ficar de fora.
Que não observa à distância.
Que não se limita a enviar instruções.

“A Virgem conceberá e dará à luz um filho e chamar-lhe-ão Emanuel”.
Deus-connosco.
Não Deus-apesar-de-nós.
Não Deus-quando-merecemos.
Mas Deus que entra na história tal como ela é.

E se este é o nome que trazemos…
então esta é também a nossa vocação.

Ser Comunidade Emanuel não é organizar encontros.
Não é ter carismas, missões, estatutos ou projetos.
Tudo isso pode ajudar.
Mas não é o essencial.

O essencial é isto: somos chamados a ser sinal de que Deus está connosco.
Connosco — quando rezamos e quando nos cansamos.
Connosco — quando acreditamos e quando duvidamos.
Connosco — quando falhamos uns com os outros
e mesmo assim escolhemos permanecer.

Em França dizem “l’Emmanuel” quase como quem diz um nome próprio.
E talvez seja esse o desafio: que quem nos encontre não veja uma “comunidade religiosa”, mas reconheça uma presença.

Não pessoas perfeitas,
mas pessoas habitadas.
Não gente que tem todas as respostas,
mas gente que caminha com os outros.

Porque Emanuel nasce no silêncio,
num sonho de José,
num “sim” dito sem garantias.

E continua a nascer hoje
quando uma comunidade escolhe estar com, e não acima, nem ao lado, nem de longe.

Se nos chamamos Emanuel,
então não podemos viver como se Deus estivesse ausente.
Nem como se os outros fossem um problema.

Chamamo-nos Emanuel porque acreditamos que Deus ainda escolhe ficar.
E que quer fazê-lo… através de nós.

A pergunta não é se somos dignos desse nome.
Nunca fomos.
A pergunta é outra:
estamos dispostos a vivê-lo?

Um santo e paciente Advento.
Marta e Paulo Farinha Silva

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Lectio Divina de Advento 2025

O Advento é, por essência, um tempo de passagem: do ruído à escuta, da pressa à vigilância, da expectativa ao nascimento. Em 2025, esse movimento interior ganhou uma expressão acessível a todos os que procuram preparar o coração para o Natal: um percurso digital, inspirado no método da Lectio Divina, disponibilizado no YouTube. Mais do que conteúdos soltos, a proposta constitui um verdadeiro itinerário espiritual que acompanha os quatro domingos do Advento, convidando quem vê a entrar numa leitura orante da Palavra de Deus e a fazer dela um ponto de encontro, silêncio e ação.

Este percurso está alicerçado na tradição da Lectio Divina, um método de leitura espiritual da Escritura que atravessou os séculos, desde os monges do deserto até às comunidades cristãs de hoje. Embora simples na forma, envolve profundidade na vivência. Não se trata de um estudo bíblico académico, mas de uma leitura orante, dialogante e transformadora. Cada domingo propõe uma sequência clara de etapas: Lectio (Leitura), Meditatio (Meditação), Oratio (Oração), Contemplatio (Contemplação) e, por fim, Actio (Ação). Esta última etapa lembra que o Advento, além de contemplativo, é movimento; além de oração, é missão.

O início de cada vídeo coloca o espectador no terreno da vida real. Jovens aparecem em conversa informal, sentados num sofá, com chávenas de bebida quente, e uma vela acesa sobre a mesa. As palavras fluem entre sorrisos e reflexões, partindo de um ponto comum: o mundo está sempre à espera de algo que não sabe nomear, perdido entre o cansaço, a divisão e a incerteza. Há uma simplicidade nestes diálogos que não reduz a fé; antes, reencanta-a. Porque Jesus nasceu numa casa, no meio da noite, numa família concreta. E é ali, no quotidiano, que o percurso nos convida a regressar.

A etapa da Lectio começa sempre pela Palavra. No 1.º domingo do Advento, a primeira leitura é do profeta Isaías (Is 2,1-5). A escolha não é acidental: Isaías é o profeta que faz ouvir a esperança quando tudo parece ameaçado. A leitura fala da montanha do templo do Senhor, para onde afluem todas as nações, numa convocação comunitária: “Vinde, subamos à montanha do Senhor.” É um convite plural: o Advento não se caminha sozinho. Jerusalém simboliza o centro interior onde a paz precisa de nascer antes de ser semeada fora. E a profecia desenha uma imagem poderosa: as espadas transformadas em relhas de arado e as lanças convertidas em foices. O anúncio do Natal começa com o desarmamento do coração: largar as armas interiores da agressividade, da dureza, da indiferença, para que a vida se torne campo fértil.

O 1.º salmo do percurso (Sl 121/122) dá voz à alegria do recomeço: “Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!” A proposta de Advento reinterpreta a peregrinação do povo de Israel a Jerusalém como um regresso interior: ao lugar onde Deus é centro, harmonia e lar. Não fala apenas de ir à igreja; fala de re-habitar o coração e fazer silêncio suficiente para encontrar uma casa para Deus dentro de nós.

O 2.º domingo continua com Isaías (Is 11,1-10). Aqui surge outra imagem ímpar, que atravessa todo o Advento: o “rebento do tronco de Jessé”. Um ramo verde que brota de um tronco seco. Em vez de oferecer sinais grandiosos, Deus promete um nascimento humilde, uma vida nova lenta, quase invisível, mas que cresce. Tal como no Advento acendemos uma nova vela a cada domingo, também a esperança cresce como um rebento que não pede pressa, mas paciência.

A 2.ª leitura de São Paulo aos Romanos (Rm 15,4-9) introduz uma marca decisiva do itinerário: a inclusão. “Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu.” Acolher não é um gesto sentimental; é um movimento que cria espaço, que abre lugar à diferença, que une o que estava distante. Judeus e gentios, na época, eram mundos inconciliáveis. Acolhê-los juntos é preparar uma mesa onde caibam histórias, línguas, fragilidades e esperanças. O Natal começa quando criamos espaço para que ele aconteça no meio de nós.

O Evangelho do 2.º domingo (Mt 3,1-12) traz a voz radical de João Batista: “Convertei-vos, porque está perto o Reino dos Céus.” O percurso digital Lectio Divina de Advento de 2025 dá espessura a este grito: conversão não é remorso, é alinhamento. Endireitar caminhos dentro de nós, ardendo o que é palha, guardando o que é trigo. É uma purificação que não endurece, liberta.

O 3.º domingo escutamos novamente Isaías (Is 35,1-6.10). Se no 2.º domingo víamos um rebento nascer de um tronco seco, agora vemos florescer um deserto inteiro. O povo estava em exílio; carregava dentro um deserto de desilusão e dúvida. A profecia devolve ânimo ao coração abatido: “Deus vem para vos salvar. Fortalecei mãos cansadas.” A imagem dos coxos que saltam e dos mudos que cantam não exige literalismos: é um símbolo total. Recuperar a visão, a escuta, a voz, a força e o salto interior que tinham sido adormecidos pela noite do medo.

O Salmo 145/146 prolonga o retrato de Deus: Ele não falha na justiça, liberta os cativos, dá pão aos famintos e protege o estrangeiro. Um Deus próximo, que intervém no concreto da condição humana e não apenas no extraordinário.

O 4.º domingo do percurso traz novamente um texto curtíssimo e enorme: Isaías 7,10-14. Acaz não pediu sinal, mas Deus oferece um filho: “Emanuel” – Deus connosco. Se o mundo estava ameaçado, nasce a promessa de uma presença; um Deus que se envolve na história, que entra na carne humana, na vida partilhada, enquanto ainda cheirávamos a tronco cortado e coração pesado.

O Salmo 23/24 estás construído como uma liturgia de portas enormes que se abrem: “Levantai, ó portas, os vossos dintéis!” Quem pode entrar? Quem tem mãos inocentes e coração coerente. O critério não é a impecabilidade moral, é a verdade do coração. Deus não arromba a vida; entra quando criamos espaço para isso acontecer. A fé torna-se porta aberta, não ameaça percebida.

Depois da Lectio, o espectador é conduzido à Meditatio: um momento apenas de voz, que pergunta: “O que a Palavra me diz a mim?” Esta etapa desacelera. Não é comentário, é interiorização. A segunda etapa, Oratio, devolve a palavra ao orante: “O que eu digo a Deus?” Agora que a Palavra falou, cabe-nos responder. Não sobre Deus; para Deus. É uma oração que não nasce da necessidade de resolver tudo, mas da confiança de que Deus já começou a trabalhar.

A fase central, Contemplatio, aparece como texto rolante, sem voz humana, apenas silêncio musical e leitura lenta. É o momento onde “deixo Deus fazer.” Aqui não há performance: há pausa. Um Deus que não falha no encontro quando nos encontra dispostos a devolver-Lhe o nosso tempo mais frágil — o silêncio.

E por fim vem a Actio — a missão como consequência: “O que faço a partir daqui?” Porque a Palavra não deseja ser apenas escutada; deseja-nos transformados no real. Advento é também tempo de agricultor que prepara a terra, sentinela que guarda a noite, porta que se abre e rebento que cresce.

O valor mais profundo deste percurso digital está precisamente no que ele não faz: não acelera, não compete, não busca sinais grandiosos; não exige perfeição moral imediata. Faz o contrário: educa o olhar para a lentidão do nascimento, para a semente, para o outro, para o centro interior do templo e da cidade futura que Deus prepara por dentro. E encerra como começou, nas velas acendidas no quotidiano: um pequeno fogo de presença que se torna progressivamente luz.

A Lectio Divina de Advento 2025 no YouTube é mais do que um conjunto de vídeos. É um roteiro espiritual comunitário, com capacidade de iniciar perguntas, abrir silêncios, fortalecer esperanças e gerar decisões. Porque o Natal vem aí. E o coração prepara-se assim: caminhando, silenciando, acolhendo, vigilando. Até nascer Cristo dentro de nós. Amén.

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Amor & Verdade

O que é o Percurso Amor & Verdade?

O Percurso Amor & Verdade é um caminho pensado para ajudar casais a fortalecer o seu amor e a redescobrir a beleza da vida a dois. Cada encontro é preparado com cuidado e oferece a oportunidade de parar, conversar, refletir e reencontrar a alegria de caminhar juntos.

Não se trata de uma palestra teórica, nem de um curso abstrato. É um percurso prático, real, com temas que tocam o quotidiano de qualquer casal: comunicação, perdão, equilíbrio entre trabalho e família, educação dos filhos, sexualidade, espiritualidade e tantos outros.

Porque acreditamos neste percurso

Sabemos bem como a vida pode ser exigente: trabalho, filhos, responsabilidades, falta de tempo para conversas verdadeiras… Muitas vezes vivemos em “modo automático” e deixamos o essencial para trás — cuidar da relação.

Para milhares de casais, este percurso foi uma oportunidade de abrandar, de se escutarem de verdade e de olhar para o seu casamento com esperança renovada.

Um ambiente simples, seguro e acolhedor

Os encontros acontecem online, via Zoom, num ambiente descontraído e acolhedor. Há sempre tempo para ouvir uma pequena partilha, refletir a dois e conversar sem pressas.

Não é preciso saber nada de especial, nem ser um “casal perfeito”. Cada um chega como está. É um espaço seguro, discreto e respeitador.

E mesmo quem não costuma praticar a fé encontra aqui um lugar aberto e amigável: fala-se de valores humanos e temas universais, deixando espaço para quem quiser descobrir que o amor também pode ter uma dimensão espiritual que fortalece nos momentos difíceis.

O que pode mudar na vossa relação

Ao longo do percurso, percebemos quanto vale a pena investir tempo no amor. Aprendemos formas práticas de comunicar melhor, resolver conflitos, perdoar e recomeçar. Descobrimos como dar prioridade à nossa relação, mesmo no meio do ritmo acelerado do dia-a-dia.

O mais bonito é que cada casal termina o encontro com pequenas decisões concretas, simples mas transformadoras, que podem renovar a relação.

O convite

Se sentem que precisam de cuidar da vossa relação, de ganhar novas forças ou simplesmente de redescobrir a alegria de estarem juntos, o Percurso Amor & Verdade pode ser uma grande ajuda. É um caminho pensado para todos os casais, em qualquer fase da vida.

Não esperem pelo “momento perfeito”.
O momento perfeito é agora — porque o amor merece ser cuidado.

Venham descobrir connosco este percurso. Pode ser um passo simples, mas capaz de transformar profundamente a vossa vida a dois.

Porfsweb

Missão Possível

Este percurso em 10 vídeos apresenta uma proposta clara e essencial: a missão cristã é simples, urgente e é para todas as pessoas, não como teoria, mas como movimento de encontro, partilha e proximidade.

A missão nasce sempre do mesmo núcleo: o amor de Deus que vê e acolhe cada pessoa individualmente. A partir daqui, todo o percurso caminha na direção do essencial, levando-nos para fora da indiferença e aproximando o olhar do coração do outro. Esta ideia dialoga com o legado da Evangelii Nuntiandi, onde se reforça que evangelizar é identidade e não tarefa acessória, e com a força renovadora da carta Evangelii Gaudium, que nos lembra que a missão deve ser expansiva, livre e cheia de alegria, com o primeiro passo dado na direção do outro, sem defesa automática nem esquemas complicados.

Ao longo dos 10 vídeos, desenvolve-se uma narrativa em 3 eixos centrais:

  1. A urgência da missão
    A missão cristã não pode ser adiada. A kénosis recorda-nos que a missão acontece quando nos desarmamos, deixamos de controlar tudo e nos colocamos numa atitude de humildade e verdade. Vivemos num mundo com muitas divisões culturais e ideológicas, onde o confronto tenta dominar as narrativas. Mas aqui a missão faz o contrário: deposita as armas, aproxima-se sem ameaçar, partilha sem absorver. Esta urgência não vem da ansiedade do fazer, mas da necessidade do ser: se a fé é fonte de felicidade profunda, a missão é a consequência natural dessa difusão. O bem não se fecha; espalha-se.
  2. A simplicidade do anúncio
    O percurso destaca repetidamente a metáfora do deserto e da sede: quem encontra uma fonte de água, não a esconde. Revela-a, partilha-a, aponta o caminho. Este princípio reflete-se na forma como Jesus falou à multidão quando disse que era preciso “dar de comer” – um gesto simples que se tornou salvação para todos os que O ouviam e um dever natural para quem recebe algo bom: amor gera partilha, não imposição.
    A palavra “tolerância” é aqui recuperada na sua raiz latina: tolerare – suportar, carregar com o outro, ser ponte, não parede. A missão cristã não é indiferença, nem relativismo, nem discurso vazio. É reconciliação real, cuidado concreto e partilha alegre do essencial, na liberdade e na confiança perenes.
  3. A partilha comunitária e sem barreiras
    A missão é para crentes, não crentes, pessoas com dúvidas, quem tem outra fé ou quem ainda não sabe nomear a sua. Este percurso mostra que a missão não absorve culturas nem ideologias; reconhece-as como rostos com história, singularidade e um “eu” próprio. A diferença é tratada como riqueza transformadora e não como ameaça.
    A missão parte de Deus, mas passa sempre pelo rosto do outro: é ali que a pergunta sobre Deus permanece viva e onde a revelação acontece com doçura. A missão não pertence a pessoas heroicas e inalcançáveis. É simples: do coração ao coração. Da vida real ao anúncio que liberta.

A missão em 10 vídeos

Vídeo 1: Porquê a missão, afinal?
Explora a razão interior da missão: amar e ser amado é desejo universal. Se o bem tem tendência a difundir-se, a missão é resposta natural a um amor recebido. É atravessar a indiferença em direção ao outro. A missão não começa num manual cheio de técnicas, mas numa pergunta humana e radical: “Que bem carregamos que não pode ficar guardado?”

Vídeo 2: Qual é o coração da mensagem?
Foca-se na ideia de que o centro da fé cristã é uma declaração antes de tudo relacional: “Deus é amor!” A missão não é ensinar fórmulas teológicas complicadas, mas comunicar a beleza de um amor incondicional que nunca exclui ninguém.

Vídeo 3: Como se faz a missão? Em diálogo.
Mostra que a missão é sempre um diálogo sincero entre culturas. Conceitos como pessoa→“Tu”, olhar transformado e encontro libertador realçam que falar de Deus implica escutar primeiro. O vídeo sublinha que um diálogo verdadeiro com outras visões do mundo não destrói a identidade — revela o essencial num novo idioma do quotidiano.

Vídeo 4: Com que espírito? Revolução da Misericórdia.
A missão cristã precisa do espírito da misericórdia, que não romantiza a história nem relativiza o mal, mas dá sempre um novo início. Vulnerabilidade é ponte; não fraqueza descartável.

Vídeo 5: É possível planear a missão? Sim, com exemplos concretos.
Apresenta 20 inspirações práticas de missionariedade provadas, especialmente em contextos europeus: rua aberta à diversidade, carta pessoal, oração como novo início, igrejas acessíveis sem barreiras, café como lugar de encontro espiritual, escolas como pontos altos de redescoberta da filiação, cuidar dos doentes e dos pobres, missão porta-a-porta como proximidade e não marketing, missa como festa comunitária, etc.

Vídeo 6: Como lidar com a história da missão?
Enfrenta sombras e luzes do passado, realçando a libertação de discursos condescendentes e a necessidade de humildade. Faz-nos questionar não “como trazer para dentro”, mas “como sair para encontrar”. Este vídeo dialoga com o pensamento de Emmanuel Levinas: só encontramos Deus no encontro verdadeiro com o outro.

Vídeo 7: O que há de novo?
Mostra o renascimento de escolas de fé e missão, a necessidade de grupos transformadores e o alicerce de um novo modelo de comunidade “aberta e enviadora”. Não isolada, mas ponte para reconciliação.

Vídeo 8: Como crescemos? Um passo de cada vez.
Crescimento não é acumular participantes, mas levar pessoas com histórias únicas a um diálogo contínuo, salutar e humano — que renova a igreja e a sociedade de forma interpessoal.

Vídeo 9: Quais são as nossas forças? Os charismes.
Realça a missão como vocação pessoal e comunitária. Todos têm algo infinitamente precioso e próprio a dar: empatia, escuta, transformação do olhar e a coragem discreta de partilhar aquilo que anima.

Vídeo 10: Que Igreja queremos? Uma comunidade sem muros, com pontes.
A missão constrói a comunidade que envia e que reúne. O vídeo mostra que a comunidade cristã deve ser refeita “em rosto humano”: livre, desconstruindo sistemas opressivos, denunciando sectarismos e populismos (sejam ideologias agressivas ou instrumentalização totalitária da religião), e levando o olhar para um lar com aceitação profunda e perdão. Este lar é Deus mesmo, presente no meio de todos os que se permitem um novo início.

Urgência e simplicidade

Este percurso sublinha que enquanto existirem pessoas abandonadas no “bordo da estrada”, a missão não pode descansar na auto-preservação, nos horários rígidos ou em linguagens que já não chegam às pessoas.

A missão cristã tem uma urgência decisiva:

  • Não é programa reservado ao “resto pequenino”, mas para todos — os que têm fé e os que ainda nem sabem nomear a pergunta sobre Deus.
  • Não é “absorver culturas”, mas reconhecê-las como “Tu”.
  • Não é método complicado; é sobre-abundância de amor.

Se por vezes a missão se tornou “impossível” por causa das feridas do passado, ela é hoje “mais possível do que nunca” se for radicada na humildade, no coração, na liberdade e na simplicidade que cada pessoa consegue compreender.

Porque se em palavras nos calamos, as pedras falarão, como lembrado no livro e ecoado no vídeo. E não podemos permitir que esse diálogo, que pertence à família humana inteira, grite sozinho sem que nós estejamos lá para oferecer a fonte de abrigo e amor que é Deus.

Esta missão é urgente, simples e começa hoje — do coração ao coração, no movimento da misericórdia que abre portas e constrói lares sem muros.

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SOS Oração por WhatsApp

O SOS Oração é um serviço simples e discreto oferecido pela Comunidade Emanuel em Portugal. Inspirado por iniciativas semelhantes já existentes noutros países, este serviço nasce do desejo de responder ao apelo de Jesus para cuidarmos uns dos outros através da oração. Em Portugal, tal como noutras comunidades, o objetivo é o mesmo: estar próximo de quem precisa de apoio espiritual. A grande diferença é o modo de contacto — aqui, tudo acontece de forma direta e acessível através de mensagens WhatsApp, tornando o pedido de oração rápido, prático e disponível para todos.

O serviço funciona de forma muito intuitiva. Qualquer pessoa que deseje pedir uma oração pode enviar uma mensagem para o número oficial do SOS Oração: basta enviar o pedido e este “será proposto a alguém que se disponibilizou para interceder por quem pedisse; receberá depois uma confirmação com o nome próprio de quem rezou por si” . Esta simplicidade é o coração do projeto: um gesto de confiança e proximidade entre irmãos, ainda que à distância.

Um dos aspetos deste serviço é a total gratuitidade, tal como descrito no cartão (“É gratuito? Claro que sim”). A oração é um dom e, como tal, nunca é cobrada nem condicionada. Além disso, existe um cuidado especial com a privacidade: quem envia um pedido de oração não fica registado em qualquer lista de contactos, nem recebe mensagens promocionais. Este compromisso pretende fortalecer a confiança e garantir que qualquer pessoa se sinta segura ao partilhar as suas intenções.

A motivação que sustenta este serviço é profundamente evangélica. A Comunidade Emanuel tem, no centro da sua missão, a evangelização e o acompanhamento espiritual. O SOS Oração é uma expressão concreta desta missão, oferecendo um espaço onde cada pessoa pode encontrar intercessão, consolo e esperança, mesmo que esteja sozinha, em sofrimento, confusa ou simplesmente desejosa de entregar uma intenção ao Senhor.

O serviço por WhatsApp revela-se particularmente eficaz nos dias de hoje: rápido, acessível, confidencial e disponível mesmo para quem não se sente à vontade para telefonar. Muitas pessoas preferem escrever, sobretudo quando partilham situações delicadas. A comunicação escrita permite formular com calma aquilo que se traz no coração, criando um ambiente de serenidade.

Por trás deste serviço não há automatismos nem respostas pré-definidas: há pessoas reais, voluntários da Comunidade Emanuel que dedicam parte do seu tempo à oração pelos outros. É um gesto humilde e silencioso, que não busca reconhecimento, mas que deseja levar a luz e a presença de Cristo a quem precisa.

O SOS Oração por WhatsApp é, por isso, um espaço de encontro espiritual, um pequeno farol de esperança disponível para todos. Seja qual for a intenção (agradecimento, sofrimento, decisão difícil, pedido por alguém doente, necessidade de paz) existe sempre alguém disposto a rezar consigo e por si. Porque Jesus vive, e porque a oração transforma vidas.

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Teens Summer 2025

A proposta da Emmanuel Teens para o verão de 2025:
um campo de férias com muita alegria, ar livre, água e sol em Foz de Alge.

De 23 a 27 de julho, realiza-se o Teens’ Summer 2025, destinado a adolescentes dos 12 aos 17 anos (nascidos entre 2008 e 2013).

Durante cinco dias, os participantes vão viver momentos únicos de espiritualidade, diversão, união e amizade, num ambiente de partilha e alegria!

📍 Local: Parque de Campismo de Foz de Alge
💰 Valor: 65,00€ por adolescente (inclui alojamento, refeições, atividades e seguro de acidentes pessoais)

📝 Inscrições até 8 de julho
As vagas são limitadas e serão atribuídas por ordem de receção do pagamento.
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Em caso de dúvidas, estamos disponíveis por email :

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Bendito O que vem para salvar

Bendito o que vem
Para salvar o mundo,
Jesus, Filho de Deus
E Rei do Universo.
Ao Cordeiro de Deus
Glória e louvor
Pelos séculos dos séculos. Ámen.
Pelos séculos dos séculos. Ámen.