Missão Possível: podemos planificar a missão? Alguns projetos concretos.

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Missão Possível: podemos planificar a missão? Alguns projetos concretos.

Percurso Missão Possível – Episódio 5

Chega o momento de passar do essencial ao concreto: é possível planificar a missão, não como um “plano nosso” ao qual pedimos que Deus dê aprovação, mas como uma resposta humilde e criativa àquilo que Deus já está a realizar. Este episódio oferece perguntas e exemplos que ajudam a comunidade a sair, encontrar, escutar e construir pontes no lugar onde a vida acontece.

Prefere o link direto? Aqui está: https://youtu.be/HaO0MIZkO1s

O site do percurso

O site mp.emanuel.top reúne os episódios, materiais e propostas de ação num só lugar. É o ponto de partida ideal para acompanhar o percurso e, sobretudo, para transformar ideias em passos concretos.

20 ideias para começar a evangelizar

As propostas abaixo foram pensadas para abrir caminhos reais: proximidade, escuta, hospitalidade,
serviço e oração. Clica em cada título para expandir.

1) Proximidade – o porta a porta

Introdução

«Se eu tiver apenas o seu ouvido, encontrarei a palavra», dizia, entre outros, Karl Kraus. Tivemos de voltar a aprender a escutar com mais atenção, para que as pessoas pudessem encontrar as suas palavras, as suas histórias.

Um projeto que muitas vezes foi ridicularizado conhece agora um novo florescimento. Nos últimos anos, os partidos políticos redescobriram as visitas ao domicílio como uma ocasião ideal de encontro direto com potenciais eleitores. No contexto eclesial, muitas paróquias têm, há muito, boas experiências com projetos de visitas a casas, mas continuam a ser ainda bastante controversos. As experiências de porta-a-porta feitas por seitas e por angariadores de fundos profissionais têm um impacto demasiado negativo. No entanto, quem faz visitas ao domicílio sabe com que gratidão e com que abertura as pessoas os acolhem, muitas vezes. É evidente que existe aqui uma necessidade que continua demasiado pouco satisfeita. Por um lado, é necessário encontrar a forma certa, para que as pessoas visitadas vejam este contacto pessoal como uma atenção e um convite respeitoso. Por outro lado, temos de encarar uma omissão: em vez de inúmeras campanhas de angariação de fundos por parte da Igreja, as pessoas esperam, e com razão, um compromisso direto e de proximidade com a verdadeira mensagem.

Objetivo

Vamos ao encontro das pessoas e dirigimo-nos a elas onde vivem. No início, trata-se simplesmente de um convite pessoal ou de uma informação para um evento ou para ofertas de vida comunitária. A abordagem consciente, de porta em porta, deve ser vivida como um sinal especial de valorização. Estamos disponíveis para informar, escutar, responder a perguntas e partilhar aquilo que se tornou importante para nós.

Questões-chave

  • Onde? Às portas de casas e apartamentos ou nas casas de uma cidade ou de um bairro residencial.
  • Quem? Duas pessoas de cada vez (Lc 10,16)! Enviadas deliberadamente pela comunidade ou por um grupo religioso.
  • Quanto tempo? Um momento muito breve de saudação e até uma hora de conversa.
  • Público-alvo? Qualquer pessoa encontrada, independentemente da sua visão do mundo ou da sua origem.

Forma de realização

As pessoas (os outros) e a mensagem a transmitir são tão importantes para nós que o convite deve ser entregue pessoalmente. Em todos os casos, aplica-se a seguinte regra: não viemos para convencer, mas para testemunhar! Para além de fornecermos informação suficiente, estamos abertos a uma conversa pessoal e dispostos a partilhar as nossas próprias experiências. Ao fazer isto, cada pessoa permanece livre. É importante que escutemos com especial atenção, para que os outros possam exprimir aquilo que lhes vai no coração. Uma regra de ouro, livremente inspirada em Johann W. von Goethe, é particularmente útil neste caso: «Deus deu-nos apenas uma boca e dois ouvidos, para podermos ouvir duas vezes mais.»

Exemplo: um projeto num bairro residencial — convidamos para um evento através de uma visita porta-a-porta.

  1. É decisivo saudar as pessoas visitadas com uma atenção especial, logo desde o início. Depois de tocar à campainha e a porta ser aberta, cabe-nos cumprimentar o nosso interlocutor de forma simpática, apresentar-nos brevemente e explicar porque estamos ali.
  2. Se houver um interesse básico, podem ser dadas mais informações através do convite que levamos. Pode também perguntar-se se existem preocupações ou questões muito específicas sobre a fé e a Igreja.
  3. Só depois, quando a pessoa visitada se envolve na conversa, é que esta pode prosseguir. O mais importante é ouvir atentamente para compreender aquilo de que a outra pessoa precisa. Um breve relato de uma experiência pessoal de fé ou uma mensagem valiosa da Bíblia pode enriquecer bastante o encontro. Em geral, um dos visitantes conduz a conversa e o outro escuta.
  4. Se for adequado, perto do fim da conversa, pode perguntar-se se é possível rezar por uma intenção que a pessoa visitada traga. Muitas vezes nota-se uma gratidão surpreendente por isso.
  5. Ao despedir-se, pode perguntar-se à pessoa visitada se gostaria de manter contacto. Esta oferta reveste-se de uma importância especial para pessoas sós, doentes ou idosas.
2) Na troca — a partir de experiências pessoais

Introdução

Acreditamos que cada pessoa tem uma experiência única de «fé» e tem algo a dizer sobre isso. Partimos do princípio de que a fé não é só uma ideia ou uma opinião: pode ser uma vivência concreta, que toca a vida.

Quando alguém conta uma história de vida que vai além de uma simples emoção e nos dá orientação, a nossa atenção aumenta. Mas este tipo de história, normalmente, só é partilhado num ambiente familiar, e não «em palco».

Um dos acontecimentos mais marcantes e interessantes das últimas duas décadas foi assistir a milhares de histórias deste tipo em pequenos encontros nas casas, apartamentos e espaços das pessoas. Vizinhos juntam-se durante uma noite na sala de estar, membros de um clube reúnem-se na residência universitária e partilham experiências com Deus.

Algumas dioceses, como a de Feldkirch (no Vorarlberg), chegaram mesmo a promover grandes iniciativas, como a campanha W’ortwechsel («mudança de lugar»). Mais de uma centena de anfitriões convidaram amigos e pessoas interessadas para irem além das suas próprias experiências e voltarem a escutar novas perspetivas.

Objetivo

Em grupos de conversa sobre experiências de fé, amigos, vizinhos e pessoas interessadas deixam-se inspirar pelos testemunhos e pelas histórias partilhadas. Em casa ou num café/pub, estas questões devem ser exploradas de forma descontraída:

  • Quem é Deus para mim?
  • Ou o que é Deus para mim?

O objetivo é aprender uns com os outros, independentemente de as pessoas serem crentes, estarem à procura, terem uma fé vivida com alegria, ou estarem mais distantes.

Questões-chave

  • Onde? Na sala de estar, na cozinha, num café/pub ou numa sala de reuniões.
  • Quem faz? Um grupo razoável de vizinhos, amigos, conhecidos e interessados, com cerca de 10 a 30 pessoas.
  • Quanto tempo? Cerca de 2 horas.
  • Público-alvo? Amigos e interessados, de qualquer visão do mundo, que estejam (em princípio) abertos a conversar sobre fé.

Forma de realização

Os anfitriões (ou famílias de acolhimento) convidam amigos e vizinhos para casa ou para um pub/café, para uma noite de conversa aberta. A sessão é conduzida por um moderador externo.

Uma ou duas pessoas convidadas («personalidades») iniciam a conversa, partilhando experiências de vida e de fé. A partir desses exemplos, abre-se um espaço para uma troca autêntica no grupo.

O princípio base é simples: toda a gente tem algo a dizer, porque toda a gente tem alguma experiência relacionada com fé. A regra essencial é que se trata, acima de tudo, de partilha de experiências — não de um debate de teorias ou opiniões.

Exemplo: semana de ação com ciclos de conversa em apartamentos

  1. Começa com uma receção simpática, acolhimento caloroso, bebidas, etc.
  2. O moderador orienta a noite e apresenta a intenção do projeto. O objetivo e o conteúdo devem ficar claros, para que as pessoas se sintam seguras e bem acompanhadas:
    • a) Toda a gente tem algo a dizer sobre Deus, por isso toda a gente pode falar hoje — mas ninguém é obrigado a falar.
    • b) Acreditamos mesmo que vamos aprender uns com os outros esta noite! O carácter especial do encontro nasce das nossas experiências pessoais, e não de teorias.
    • c) Não julgamos os outros e não fazemos comentários que desvalorizem aquilo que os outros partilham.
  3. Primeiro, uma ou duas pessoas convidadas partilham as suas experiências com Deus e com a fé.
  4. Depois, todos os presentes são convidados a partilhar as suas experiências pessoais. Se o grupo for muito grande, pode dividir-se em grupos mais pequenos.
  5. Na parte final, podem colocar-se questões mais específicas (aquelas que realmente estão no coração das pessoas) aos convidados que deram o seu testemunho.
  6. No fim, o moderador convida a um momento de silêncio e oração, em que cada pessoa pode (em voz alta ou em silêncio) agradecer ou apresentar um pedido. Pequenos momentos musicais ou canções partilhadas pelos participantes podem dar ao encontro um ambiente muito especial.
3) O diálogo — No café, sobre Deus e o mundo

Introdução

Viver os debates públicos não como uma brincadeira superficial ou um «strip-tease da alma», mas como acontecimentos espirituais e lugares de procura autêntica da verdade: foi isto que os jovens decidiram fazer no meio da vida agitada de uma cidade.

Quando a noite já vai longa, porque se trata simplesmente de ir ao que é sério, não é raro surgirem conversas animadas sobre Deus e o mundo, com os melhores amigos num bar, à volta de uma cerveja ou de uma garrafa de vinho tinto. E não são apenas os cafés filosóficos de Paris ou os cafés de artistas de Berlim que conhecem esta aura particular. Há alguns anos, os «Encontros sobre Deus e o mundo», organizados nos lendários cafés, bares e espaços culturais de Viena, têm atraído cada vez mais atenção. Atores, chanceleres e professores, bem como representantes religiosos e jornalistas, debatem questões existenciais com os jovens. Por vezes, acontece que um cardeal filosofa sobre Deus, o poder e o sexo com o sexólogo mais conhecido da Áustria no SKY Bar, um espaço moderno e cheio, situado por cima dos telhados de Viena.

Objetivo

Num ambiente descontraído de cafés e bares, falamos do essencial: de Deus e do mundo. Crentes e não crentes estão dispostos a aprender uns com os outros. Acreditamos que existe uma riqueza incrível em cada ser humano. Através de uma escuta atenta, conseguimos libertar o melhor do outro e de nós próprios. A conversa sobre aquilo em que as pessoas acreditam e o que esperam começa diretamente onde elas vivem o seu dia a dia.

Questões-chave

  • Onde? Cafés, bares, tabernas, espaços culturais, teatro.
  • Quem faz? Crentes em diálogo com pessoas em busca, não crentes e pessoas de outras confissões.
  • Quanto tempo? Duas horas, no máximo 2h30.
  • Público-alvo? Todos os que tenham curiosidade por um diálogo sobre Deus e o mundo, independentemente da sua visão do mundo.

Forma de realização

Uma moderação simpática contribui, pelo seu estilo de perguntas, para criar um ambiente deliberadamente amigável durante a noite de conversa. Isto ajuda a escutarmo-nos mutuamente e a conhecer a pessoa, e não apenas os argumentos. Não deveria tratar-se de uma batalha egocêntrica de opiniões, mas de uma descoberta mútua do que é verdadeiro, num clima de simpatia. Os visitantes são livres de entrar e sair quando quiserem. Deve também prever-se tempo suficiente para conversas pessoais antes e depois do debate público. Ter conversas profundas e partilhar experiências de fé, bem como experiências contrárias, não deve ser um tema tabu.

As seguintes atitudes de base devem marcar o diálogo e todo o evento:

  1. Todo o ser humano merece o nosso respeito.
  2. A outra pessoa tem algo valioso para dizer!
  3. Partilhamos com a outra pessoa a nossa opinião, a nossa mensagem!
  4. Queremos acolher a outra pessoa com cordialidade!
  5. Acima de tudo, queremos escutar!
  6. Somos confrontados com desafios sociais e com questões existenciais…
  7. Abrimo-nos a diferentes inspirações, conscientemente também a fontes cristãs!
  8. Nos conflitos, preferimos «salvar» a opinião do outro em vez de a condenar!
  9. Queremos levar a sério as agressões emergentes!
  10. Estamos dispostos a ultrapassar os nossos preconceitos, vezes sem conta.

Exemplo: uma noite de debate sobre Deus e o mundo anunciada publicamente num grande café

  1. a) Acolhimento descontraído e caloroso.
  2. b) Primeira parte no palco com moderação (cerca de 60 min).
  3. c) Intervalo como fase de conversa (cerca de 10 min).
  4. d) Segunda parte em grande grupo (30 a 45 min).
  5. e) Conclusão e resumo pelo moderador.
4) O debate – Ir aos factos no terreno

Introdução

Nas noites temáticas, discute-se no próprio local e mostra-se como e onde a fé pode ser uma força e uma ajuda para a minha vida quotidiana, o meu trabalho ou a minha relação com o dinheiro. As pessoas diretamente envolvidas, bem como especialistas, traduzem a fé em exemplos concretos e práticos, e abrem-se ao debate. Através do confronto direto com problemas sociais, pretende-se transmitir uma esperança concreta a partir de uma inspiração espiritual.

Objetivo

Abordar questões reais e atuais a partir de situações do dia a dia, no local onde elas acontecem, promovendo um debate aberto e prático que ajude as pessoas a perceber como a fé pode influenciar escolhas, valores e atitudes concretas.

Questões-chave

  • Onde? Grande superfície, banco, fábrica, instalação desportiva, câmara municipal, quartel de bombeiros, etc.
  • Quem faz? Especialistas e pessoas diretamente envolvidas.
  • Quanto tempo? Cerca de 2 a 3 horas.
  • Público-alvo? Qualquer pessoa interessada no tema.

Forma de realização

Uma equipa organizadora convida as pessoas para uma noite temática envolvente, centrada numa questão atual e relevante para a vida, em que o local escolhido dá ao evento um atrativo especial. Na divulgação da noite, é aconselhável aumentar a curiosidade anunciando a presença de personalidades interessantes.

Através de um debate moderado e de uma breve intervenção inicial, aprofunda-se um tema com muitos exemplos concretos e realistas. Os convidados, vindos de diferentes contextos de vida, devem permitir o maior grau possível de identificação por parte do público.

Exemplo: Uma noite de debate sobre o poder do dinheiro «O dinheiro governa o mundo, e Deus?» tem lugar num casino ou no edifício de um banco.

  1. Buffet simples e equipa de acolhimento calorosa.
  2. Boas-vindas e enquadramento: problema e abordagem prática.
  3. Parte I: exemplos práticos e testemunhos; pequena exposição se necessário.
  4. Parte II: perguntas do público (pequenos grupos e plenário).
  5. Resumo e breve momento espiritual.
  6. Encerramento com música, bebidas e conversa.
5) As questões — jovem, existencial e espiritual

Introdução

Multiplicam-se os estudos que mostram como, na Europa, a percentagem de jovens ligados à prática religiosa ou eclesial se tornou minúscula. Mesmo que existam exceções impressionantes com despertares carismáticos, não devemos criar ilusões sobre a dimensão da mudança da nossa sociedade a longo prazo.

Não queremos, de forma deliberada, refugiar-nos numa bolha minoritária, mas sim pôr-nos a caminho com os muitos jovens orientados e em busca, marcados por um agnosticismo ou ateísmo para quem a Igreja já não é (quase) um tema. Trata-se de um caminho criativo e atento. Junta diferentes mundos de vida num projeto em que cada pessoa pode dar o melhor de si.

Objetivo

Jovens não crentes ou crentes de outras confissões iniciam noites e projetos criativos em conjunto com jovens crentes: com muita música, partilhas pessoais, filmes, discussões, espiritualidade, comida e bebida. Querem ir ao fundo das suas questões existenciais, para si mesmos e para os seus amigos, dentro do seu universo cultural e com os seus talentos.

Questões-chave

  • Onde? Num local atrativo para jovens.
  • Quem faz? Várias equipas de preparação de jovens.
  • Quanto tempo? 2 a 3 horas (final em aberto).
  • Público-alvo? Jovens curiosos de contextos não confessionais, convidados por amigos.

Forma de realização

Crentes e não crentes constroem em conjunto um programa ao longo de três ou quatro noites de preparação. Formulam os seus próprios temas e interesses e criam ferramentas criativas para lhes dar resposta (música, filmes, testemunhos, buffet, “Soul Space”, etc.).

6) Jantar — Impulsos para o corpo e para a alma

Introdução

O que pode ser melhor do que sentarmo-nos durante bastante tempo com bons amigos, num jantar acolhedor, conhecer os amigos dos nossos amigos e regressar a casa com histórias especiais?

A refeição da noite é, provavelmente, uma das experiências mais antigas e mais fortes de comunidade. Há milhares de anos que os momentos mais importantes da vida são partilhados à mesa. Não é por acaso que o cristianismo primitivo se espalhou, a partir de um pequeno grupo inicialmente mais fechado, para inúmeras pequenas comunidades de refeição, em círculos familiares e de amizade, por toda a região mediterrânica.

Ainda hoje, a Igreja cresce em todo o lado onde pequenas comunidades cristãs abrem as portas das suas casas e das suas aldeias, para partilharem esta mesa de fraternidade e também a história da amizade de Deus.

Objetivo

Num ambiente descontraído de um jantar, amigos e conhecidos são convidados a partilhar um pedaço de vida uns com os outros e também a conhecer a história de Deus. Para pessoas com pouco contacto com religião e Igreja, este enquadramento convivial cria liberdade para abordar, honestamente, temas fundamentais da fé.

Questões-chave

  • Onde? Apartamento, casa.
  • Quem faz? Anfitriões com um pequeno círculo de amigos cristãos.
  • Quanto tempo? Série de encontros (mensal/quinzenal, etc.).
  • Público-alvo? Amigos e interessados, pelo menos curiosos para conhecer melhor a fé cristã.

Forma de realização

À semelhança de um curso de fé como o percurso Alpha (ver K 7), propõe-se aqui um jantar com contributos de fé, que pode ser frequentado uma vez ou repetidamente, de forma livre.

Variante II: leitura em conjunto de um relato bíblico e conversa orientada (“partilha da Bíblia”).

  • Acalmar e deixar o silêncio acontecer
  • Ler e escutar o texto
  • Repetir palavras/frases que tocaram
  • Partilhar o que compreendi
  • Aplicar na vida

Parte final: ronda breve com um pensamento, um agradecimento ou uma oração; música/cânticos podem acompanhar.

7) A espiritualidade — Espaços de silêncio e de encontro

Introdução

Muitas pessoas sentem hoje uma profunda nostalgia de espiritualidade, de silêncio e de interioridade. No meio de uma vida quotidiana acelerada, marcada pelo ruído, pela pressão do desempenho e pela disponibilidade permanente, cresce o desejo de parar, respirar e reencontrar-se consigo próprio.

A espiritualidade cristã oferece uma riqueza de formas e tradições que permitem às pessoas entrar em contacto com Deus sem grandes explicações teóricas. Trata-se menos de compreender algo com a cabeça e mais de experimentar algo com o coração.

Objetivo

Criar espaços acessíveis onde as pessoas possam fazer experiências espirituais simples: silêncio, música, luz, símbolos, textos breves e oração. Estes espaços permitem um primeiro contacto com a fé cristã ou um aprofundamento pessoal, sem pressão nem expectativas.

Questões-chave

  • Onde? Igreja, capela, espaço alternativo, sala adaptada.
  • Quem faz? Equipa pequena com sensibilidade espiritual e acolhimento.
  • Quanto tempo? 30 a 60 minutos; entrada e saída livres.
  • Público-alvo? Pessoas em busca, crentes ou não, abertas a uma experiência espiritual.

Forma de realização

O espaço deve ser preparado com cuidado: iluminação suave, velas, música tranquila, símbolos simples e textos curtos. Sequência clara, sem rigidez, que ajude a entrar no silêncio.

Exemplo: “Soul Space”

  1. Acolhimento discreto à entrada.
  2. Música instrumental/cânticos meditativos.
  3. Textos breves (bíblicos ou espirituais).
  4. Acender vela, escrever intenção, permanecer em silêncio.
  5. Disponibilidade para conversa ou oração pessoal.
8) Abertura — Igrejas abertas, sem barreiras

Introdução

As portas bem abertas da igreja convidam-te a entrar e a viver a igreja como um lugar que dá espaço à alma. Quando somos recebidos por pessoas igualmente abertas e disponíveis, podem acontecer encontros inesperados.

Objetivo

A igreja, de portas escancaradas, deve ser tão acolhedora que as pessoas possam entrar e descansar a alma por uns instantes. O convite de Jesus — «Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos» — pode ganhar expressão concreta através de acolhimento, boa música e oração pessoal.

Questões-chave

  • Onde? Na igreja.
  • Quem faz? Equipa motivada e dedicada.
  • Quanto tempo? Diariamente ou semanalmente.
  • Público-alvo? Pessoas que passam na rua, curiosos, pessoas em busca.

Forma de realização

Preparar um ambiente acolhedor (também no exterior): flores, painéis informativos, cartaz/bandeira. No interior: serenidade e disponibilidade. Equipa presente discretamente, pronta para escutar e, se a pessoa quiser, rezar por ela. Música e pequenos elementos (textos curtos, velas, intenções) ajudam a criar recolhimento.

9) Bem-vindo — Na tenda de Deus no meio dos homens

Introdução

«Sem muros, sem barreiras, sem lugar fixo: uma Igreja montada no meio do povo como uma caravana moderna: ‘Eis a morada de Deus com os homens’. Ele habitará no meio deles e eles serão o seu povo.» (Ap 21,3)

Por mais magnífica e bela que seja a riqueza arquitetónica das igrejas da Europa… importa fazer o mesmo hoje: libertar, vezes sem conta, a Igreja de uma perceção muito difundida de que Deus se instalou, antes de mais, por detrás dos muros das igrejas.

Objetivo

Os encontros e eventos «sob a tenda» permitem maior mobilidade e proximidade com as pessoas, criando um novo diálogo sobre Deus e o mundo, num espaço neutro e acolhedor.

Questões-chave

  • Onde? Espaços públicos movimentados ou em frente às igrejas.
  • Quem faz? Paróquias, grupos de iniciativa, etc.
  • Duração? Conforme o evento (dias/semanas/mês).
  • Público-alvo? Passantes, curiosos, interessados, pessoas em busca.

Forma de realização

Design moderno, lema claro e pessoas acolhedoras. A tenda deve estar aberta em vários lados, com diferentes possibilidades de contacto: zona de descanso, ponto de informação e, se possível, um pequeno “espaço para a alma”.

10) O prazer — Pequeno-almoço e almoço ao ar livre

Introdução

Recebemos aquilo que é mais importante na vida! «Venha, sente-se, nós convidamos!»

…pequenos sinais de hospitalidade.

Objetivo

Com pequenas surpresas de hospitalidade, queremos oferecer às pessoas pequenos presentes no meio do quotidiano, como sinal da generosidade de Deus.

Questões-chave

  • Onde? Paragens, ruas, zonas pedonais e lugares públicos.
  • Quem faz? Paróquias, grupos de iniciativa, etc.
  • Quanto tempo? 1 a 3 horas.
  • Público-alvo? Transeuntes.

Forma de realização

De manhã, oferecer um pequeno lanche no caminho para o trabalho. Ou, numa zona pedonal, convidar para uma pequena refeição em mesas bem preparadas, criando um dia de convivialidade e encontro.

11) Celebrar — Festa de rua com diversidade

Introdução

Os mais diversos grupos cruzam-se nas ruas e nas praças. Convites generosos mostram como os encontros se tornam possíveis quando as pessoas se juntam para celebrar em conjunto.

Objetivo

Uma celebração pública da fé deve ser uma proposta acolhedora para todos os habitantes, celebrando a vida na sua diversidade e criando diálogo simples e humano.

Questões-chave

  • Onde? Locais públicos centrais.
  • Quem faz? Equipa organizadora + o maior número possível de grupos locais.
  • Quanto tempo? Uma tarde/noite ou um dia.
  • Quando? Preferencialmente primavera/verão.

Forma de realização

Espaço aberto, música, pequenas atuações, comida e bebida. As pessoas devem sentir-se bem-vindas e livres para passar, ficar ou participar num momento concreto.

12) O contacto visual — A Cruz no espaço público

Introdução

Cristo foi exposto ao mundo inteiro, ontem como hoje, nu, com o abandono total de toda a sua intimidade.

A Cruz… mostra que não é a violência nem a retaliação que salvam, mas sim o perdão.

Objetivo

Apresentar a Cruz como lugar onde se podem depositar fardos e intenções, abrindo espaço para consolação, compaixão e esperança.

Questões-chave

  • Onde? Locais muito frequentados.
  • Quem faz? Paróquias, grupos de iniciativa, etc.
  • Duração? Variável.
  • Público-alvo? Toda a gente.

Forma de realização

Exemplo A: Cruz grande num local visível; música e atmosfera; papéis para intenções a prender na cruz.

Exemplo B: Via-Sacra deslocada para a rua comercial, com estações em lojas/montras e ligação à vida atual.

13) Desejo — O presépio, lugar de refúgio no meio da agitação do mundo

Introdução

Um desejo para o Menino Jesus? O Advento é, por excelência, o tempo do desejo de Deus.

Objetivo

Propor uma pausa real no Advento através de um presépio móvel: parar, escrever uma intenção e colocá-la no presépio, reencontrando a mensagem do Natal.

Questões-chave

  • Onde? Zona pedonal, centro comercial, rua movimentada, etc.
  • Quem faz? Equipa de 8 a 12 pessoas.
  • Quanto tempo? 2 a 3 horas por paragem.
  • Público-alvo? Transeuntes.

Forma de realização

“Casa” móvel de madeira com José e Maria; papéis de intenções; música e bebidas quentes; possibilidade de ligação a uma igreja aberta ou espaço de oração.

14) Pessoal — Uma carta de amor da parte de Deus

Introdução

O amor… O Dia de São Valentim, a 14 de fevereiro, é uma excelente oportunidade para explorar a fundo o tema do amor e deixar que Deus próprio fale.

Objetivo

Levar as pessoas a reconhecer que são amadas de forma pessoal por Deus, oferecendo uma “Carta de amor de Deus” e, para quem quiser, um passo de aprofundamento num encontro de oração.

Questões-chave

  • Onde? Praças, transportes, centros comerciais; encontro em igreja/capela/ao ar livre.
  • Quando? Manhã/tarde; encontro ao final do dia.
  • Quem faz? Voluntários.
  • Quanto tempo? 1 a 2 horas (distribuição) + encontro à noite.

Forma de realização

Distribuir com delicadeza; convite claro e livre; encontro com música, silêncio, luz de velas, pequena Palavra bíblica e possibilidade de conversa/oração pessoal.

15) Entusiasmo — Projetos escolares e momentos fortes

Introdução

A escola… precisamos de jovens crentes que falem com as crianças e os jovens, e lhes falem de Deus e do mundo de forma simples e compreensível.

Objetivo

Levar a sério crianças e jovens como parceiros de conversa, oferecendo-lhes tempo, orientação e espaço para iniciativas criativas onde a fé se torne próxima.

Questões-chave

  • Onde? Escolas.
  • Quem faz? Grupos de jovens, estudantes, educadores, artistas.
  • Quanto tempo? 1 a 2 horas.
  • Público-alvo? Alunos.

Forma de realização

Exemplo A: testemunhos especiais para turmas, com histórias pessoais, diálogo e perguntas livres, sem moralismos.

16) Estar presente — Encontros com os doentes

Introdução

Uma sociedade que muitas vezes põe de lado os doentes e os idosos perde a sua alma…

Objetivo

Mostrar, com tempo e atenção, que ninguém foi esquecido: escutar, rezar e integrar doentes e idosos na vida da comunidade.

Questões-chave

  • Onde? Lares, hospitais, casas.
  • Quem faz? Equipa dedicada (sempre dois a dois).
  • Quanto tempo? Visitas regulares.
  • Público-alvo? Pessoas doentes/idosas e em solidão.

Forma de realização

Visitas simples com pequeno presente e cartão com oração; escuta atenta; oração no fim; possível organização de encontros em sala comum e celebrações/serviços para doentes.

17) Ajuda — Projetos sociais concretos

Introdução

A fé cristã nunca foi apenas uma ideia — é sempre também ação concreta…

Objetivo

Servir necessidades reais com respeito e discrição, criando encontros verdadeiros e tornando o Evangelho credível pelo amor em ação.

Questões-chave

  • Onde? Bairro, cidade, instituições, rua, casas.
  • Quem faz? Equipa em colaboração com iniciativas locais.
  • Quanto tempo? Uma tarde, um dia, ou regularmente.
  • Público-alvo? Pessoas em necessidade.

Forma de realização

Partir de uma necessidade concreta; apoiar quem já serve; agir com transparência e respeito. Exemplos: refeitório social, distribuição, visitas a idosos, apoio escolar, acompanhamento de migrantes, ações de limpeza, angariações com objetivos claros.

18) Vigilância — O amor ao pormenor

Introdução

«Não podemos todos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com muito amor» (Madre Teresa)…

Objetivo

Viver uma caridade concreta e fiel no quotidiano (oração, visita, serviço e testemunho), com compromisso regular e partilha entre quem ajuda.

Questões-chave

  • Onde? No bairro e no quotidiano.
  • Quem faz? Cada um de nós.
  • Quanto tempo? 1 a 3 horas por semana/mês, conforme possível.
  • Público-alvo? Pessoas próximas que sofrem ou precisam de ajuda.

Forma de realização

  1. Oração pela pessoa.
  2. Visitas regulares.
  3. Serviço concreto.
  4. Testemunho pelo exemplo.

Serviços simples e variados: compras, refeições, roupa, papelada, leitura, caminhada, companhia, etc.

19) Misericórdia — Uma noite de oração com um novo começo para cada um

Introdução

É impressionante constatar como a «noite de misericórdia» foi replicada em muitas paróquias…

Objetivo

Oferecer um espaço de experiência onde Deus se torna acessível de forma pessoal: recomeço, cura, acolhimento e liberdade para dar um passo em direção a Deus.

Questões-chave

  • Onde? Igreja ou tenda.
  • Quem faz? Equipa de leigos e sacerdotes.
  • Quanto tempo? Cerca de 90 min (com final em aberto).
  • Público-alvo? Todos os que se sintam interpelados.

Forma de realização

Duas partes: apresentação próxima da vida (testemunhos, elementos criativos, cânticos) e, depois, adoração/oração, com convite claro aos passos possíveis (confissão, oração pessoal, acender vela, etc.).

20) Alegria – A missa como uma festa

Introdução

A alegria é a força missionária mais poderosa…

Objetivo

Celebrar a liturgia como fonte de vida e alegria: hospitalidade calorosa, música bem cuidada, homilias compreensíveis, testemunhos simples e espaço para a oração.

Questões-chave

  • Onde? Igreja.
  • Quem faz? Equipa de sacerdotes e leigos.
  • Quanto tempo? Cerca de 1 hora.
  • Público-alvo? Praticantes e pessoas em busca (famílias, jovens, etc.).

Forma de realização

  • Convite pessoal e comunicação apelativa.
  • Acolhimento caloroso desde a entrada.
  • Música como chave do encontro.
  • Homilia próxima e concreta.
  • Silêncio, posturas e oração ao serviço do mistério.
  • Encontro no final para criar comunidade.

Episódios já lançados


1) Porque é que existe missão? Razão e objectivo da transmissão cristã da fé

Porque é que existe missão? É um dever pesado, uma obrigação religiosa, ou a consequência natural de uma experiência de amor que não cabe só dentro de nós? Neste episódio, atravessamos testemunhos reais e passagens bíblicas para perceber que a missão cristã não é propaganda nem marketing espiritual: nasce da alegria do Evangelho e do impulso de partilhar um bem que se torna maior quando se oferece.

Com histórias de encontro, hospitalidade e regresso a casa, olhamos também para as sombras da história: quando fé e poder se confundiram, quando houve imposição, colonialismo e abusos. Reconhecer estas feridas ajuda-nos a distinguir: missão autêntica não força nem domina — testemunha em liberdade, oferece com respeito e convida sem manipular.

Do coração do Pai (Jo 3,16) ao envio dos discípulos (Mt 28,19-20; Lc 10,1-2), a missão aparece como movimento de proximidade: descer ao encontro, cuidar dos mais frágeis, levar esperança e abrir espaço para que ninguém fique de fora do “banquete”. No fim, fica a síntese: missão é amor que se partilha — e Deus que não esquece ninguém.

Link: https://youtu.be/kW5QC4Y_854


2) O que tenho eu para dizer — o conteúdo central da mensagem

Quando ouves a palavra missão, o que te vem à cabeça? Para muita gente, parece logo algo invasivo, moralista ou até ligado aos momentos mais sombrios da história. Mas este episódio começa com uma pergunta simples e direta: o que tenho eu, afinal, para dizer? E a resposta nasce de uma imagem poderosa: se encontrasses uma fonte de água no deserto, guardavas só para ti… ou chamavas os outros?

A missão cristã é isto: não impor, mas partilhar uma Boa Notícia que dá vida. Pelo caminho, ouvimos histórias reais de recomeço: um homem que encontrou Deus na prisão, uma fé que deixou de ser tradição para se tornar amizade, e a descoberta libertadora de ser amado sem condições, antes de qualquer desempenho ou currículo.

O episódio não ignora as feridas do passado: reconhece abusos, imposições e desconfianças, e insiste que o Evangelho não precisa de defensores zangados, mas de testemunhas humildes e autênticas. No centro está o essencial: Deus ama primeiro, Jesus Cristo deu a sua vida por nós e está vivo ao nosso lado. Missão, afinal, é viver de tal forma que os outros percebam que existe esperança — e que a fonte está aberta para todos.

Link: https://youtu.be/X1AhBuemM_s


3) Como é que se deve fazer — o diálogo que transforma

Neste episódio, percebemos que a missão cristã não começa com discursos nem com estratégias, mas com proximidade. Num mundo de encontros rápidos e corações distraídos, a fé torna-se credível quando existe escuta, respeito e presença real. A missão não é um “megafone” — é um ouvido. E muitas vezes é numa mesa, num corredor ou num simples café que Deus abre caminhos.

Através de histórias marcantes, o episódio mostra como o Espírito Santo já está a trabalhar no coração de cada pessoa, mesmo daquelas que parecem mais afastadas. A conversão acontece, muitas vezes, primeiro em quem quer evangelizar: quando se deixa cair a superioridade, quando se aprende a olhar o outro com humildade e compaixão. O caminho passa por construir pontes, não muros — e por aprender a linguagem da hospitalidade num mundo diverso, plural e cheio de feridas.

Entre referências ao Concílio Vaticano II e ao apelo de vários Papas para “abrir janelas, portas e o coração”, fica uma proposta concreta: uma carta de atitudes essenciais para qualquer conversa de fé. Respeitar cada pessoa, evitar preconceitos, criar confiança, partilhar experiências em vez de “dar lições”, confiar o Evangelho ao outro e viver uma hospitalidade onde também aprendemos com quem encontramos. No fim, a missão aparece como algo simples e humano: amar, escutar e caminhar juntos.

Link: https://youtu.be/ar0IorKAemw


4) Abraçar sem julgar — recomeçar com misericórdia

Neste episódio, a missão aparece como uma coisa simples… mas que custa imenso: abraçar sem julgar. Deus surpreende-nos quando achamos que já percebemos as pessoas, quando fazemos diagnósticos rápidos e fechamos portas por preconceito. Mas Jesus faz o contrário: aproxima-se, chama, toca, reintegra. Como no chamamento de Mateus, não começa com moralismos nem discursos longos — começa com um convite direto: “Segue-me”. E quando os “bons” se escandalizam, Ele desmonta a lógica do orgulho com uma frase clara: não vim chamar os justos, mas os pecadores.

Através de testemunhos fortes, percebemos que o milagre muitas vezes começa em quem evangeliza: quando descemos do pedestal, quando deixamos cair a dureza e nos deixamos converter pelo encontro real. É aí que nasce o diálogo que transforma: não categorias sociais, não instituições frias, mas pessoas — com feridas, desejos e sede de sentido. E mesmo onde parecia impossível haver ponte, o Espírito Santo mostra que a misericórdia derruba muros que ninguém achava ultrapassáveis.

O episódio também toca num ponto que muita gente sente: a palavra misericórdia às vezes soa a esmola ou superioridade. Mas aqui ela surge como linguagem do recomeço: um hospital de cura, não uma vitrine moral. Entre referências ao Papa Francisco e ao Evangelho, a mensagem final é direta: num mundo cheio de julgamentos, a Igreja só será credível se voltar a ser um lugar onde se diz a verdade com bondade, onde se cura com amor e onde ninguém é condenado para sempre. Porque, no fim, missão é isto: aproximar-se para levantar.

Link: https://youtu.be/MmZqas9SFWs


5) Podemos planificar a missão — Alguns projetos concretos (NOVO)

Depois de quatro episódios a mergulhar no porquê da missão, no conteúdo da mensagem, no estilo do diálogo e no coração da misericórdia, chega a pergunta prática: isto pode mesmo ser planeado? Neste episódio, descobrimos que sim — mas com uma condição essencial: a missão não é um projeto nosso ao qual pedimos a Deus que dê “like”. É a missão de Deus, e nós somos convidados a entrar nela com humildade, coragem e criatividade.

Através de histórias reais (de discotecas, cafés e bares onde nasceram conversas profundas sobre Deus, amor, dor e esperança), percebe-se que a evangelização acontece muitas vezes nos lugares onde a vida está a acontecer — não apenas dentro da igreja. A pergunta-chave que desbloqueia tudo é simples e poderosa: “Se Jesus viesse à nossa cidade na próxima semana, onde é que Ele iria?” E quando as comunidades se deixam provocar por isto, surgem ideias concretas: sair, visitar, aproximar-se, criar espaços de encontro, levar a paz aos cansados e abrir portas a quem se sente de fora.

O episódio insiste que planear não é fazer “checklists religiosas”, mas cuidar com paixão. A missão com alma tem método, organização e responsabilidade, sim — mas nasce da oração, da escuta e da confiança no Espírito Santo.

Link: https://youtu.be/HaO0MIZkO1s

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