O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

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O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

Chamamo-nos Comunidade (do) Emanuel.
E isso não é um acaso bonito para encaixar num logótipo.

É uma escolha exigente.
Um nome que nos compromete.

Antes de sermos “Comunidade Emanuel”, fomos Communauté de l’Emmanuel.
E em França dizem-no ainda com mais simplicidade: “l’Emmanuel”.

Quase como quem fala de alguém próximo.
Não um conceito.
Não uma ideia teológica.
Mas uma presença.

E talvez aí esteja tudo.
Porque Emanuel não é um título bonito para Jesus.
É uma maneira de Deus existir.
É Deus que decide não ficar de fora.
Que não observa à distância.
Que não se limita a enviar instruções.

“A Virgem conceberá e dará à luz um filho e chamar-lhe-ão Emanuel”.
Deus-connosco.
Não Deus-apesar-de-nós.
Não Deus-quando-merecemos.
Mas Deus que entra na história tal como ela é.

E se este é o nome que trazemos…
então esta é também a nossa vocação.

Ser Comunidade Emanuel não é organizar encontros.
Não é ter carismas, missões, estatutos ou projetos.
Tudo isso pode ajudar.
Mas não é o essencial.

O essencial é isto: somos chamados a ser sinal de que Deus está connosco.
Connosco — quando rezamos e quando nos cansamos.
Connosco — quando acreditamos e quando duvidamos.
Connosco — quando falhamos uns com os outros
e mesmo assim escolhemos permanecer.

Em França dizem “l’Emmanuel” quase como quem diz um nome próprio.
E talvez seja esse o desafio: que quem nos encontre não veja uma “comunidade religiosa”, mas reconheça uma presença.

Não pessoas perfeitas,
mas pessoas habitadas.
Não gente que tem todas as respostas,
mas gente que caminha com os outros.

Porque Emanuel nasce no silêncio,
num sonho de José,
num “sim” dito sem garantias.

E continua a nascer hoje
quando uma comunidade escolhe estar com, e não acima, nem ao lado, nem de longe.

Se nos chamamos Emanuel,
então não podemos viver como se Deus estivesse ausente.
Nem como se os outros fossem um problema.

Chamamo-nos Emanuel porque acreditamos que Deus ainda escolhe ficar.
E que quer fazê-lo… através de nós.

A pergunta não é se somos dignos desse nome.
Nunca fomos.
A pergunta é outra:
estamos dispostos a vivê-lo?

Um santo e paciente Advento.
Marta e Paulo Farinha Silva

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